Produção industrial chinesa salta 19,2% em novembro

Alta supera previsão do mercado, de 18% para o período, bem como a expansão de outubro, que foi de 16,1%

Reuters e Agência Estado

11 de dezembro de 2009 | 07h10

A produção industrial da China saltou em novembro para o maior patamar desde junho de 2007, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira, 11. A alta foi de 19,2% sobre novembro do ano passado, superando a previsão do mercado de 18% e o crescimento de 16,1% registrado em outubro.

 

Já a receita fiscal da China aumentou 32,6% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2008, para 502,9 bilhões de yuans (US$ 73,662 bilhões), impulsionada por um aumento na arrecadação de impostos sobre o consumo, mas também por uma base de comparação reduzida, de acordo com o Ministério das Finanças chinês.

 

As despesas públicas tiveram expansão de 20,9% na mesma comparação, para 635 bilhões de yuans, reforçada por um aumento de 72,4% nos gastos com projetos de transporte.

 

A receita fiscal vem aumentando desde maio, depois de ter declinado nos primeiros quatro meses do ano. No acumulado de janeiro a novembro, a receita fiscal apresentou aumento de 9,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, totalizando 6,34 trilhões de yuans. Já os gastos públicos registraram crescimento de 22,7%, para 5,62 trilhões de yuans.

 

Superávit comercial cai, mas perspectivas são boas

 

O superávit comercial da China totalizou US$ 19,09 bilhões em novembro, ficando abaixo dos US$ 23,99 bilhões de outubro, de acordo com dados da Administração Geral Alfandegária. O superávit também foi menor do que os US$ 23,6 bilhões das estimativas dos analistas. As exportações caíram 1,2% em novembro, em comparação com igual período de 2008. A queda foi menor do que a registrada em outubro, de 13,8%, mas contrariou a estimativa dos economistas, que projetavam uma alta de 2,1%.

 

Para os economistas, as exportações tendem a aumentar em 2010, depois de terem despencado durante quase todo o ano de 2009, o que ajudará a sustentar a recuperação econômica. À medida que os exportadores recebam mais encomendas do exterior, eles devem empregar mais trabalhadores, contribuindo para o consumo, além de investirem mais, tirando parte da pressão para que o governo mantenha seu estímulo - o principal motor da recuperação da economia este ano.

 

As importações subiram 26,7% em novembro, pela primeira vez em 13 meses, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostrando que a demanda interna está se fortalecendo por causa do plano de estímulo do governo. Os volumes de importação foram aumentando a cada mês, desde junho, impulsionados por compras maciças de commodities, como petróleo e minério de ferro. Em outubro, as importações caíram 6,4%. As previsões dos economistas eram de uma alta de 21,9% dos embarques no mês passado.

 

Empréstimos em alta

 

O M2, medida mais ampla da oferta monetária na China, aumentou 29,74% no final de novembro em relação a um ano antes, segundo divulgou em seu website o Banco do Povo da China (banco central). O resultado superou levemente a média das previsões de 13 economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam alta de 29%, e também foi ligeiramente maior do que os 29,42% de aumento apurado no final de outubro.

 

O volume de empréstimos concedidos em yuans no final de novembro era 33,79% superior ao de um ano antes, porcentual ligeiramente menor do que os 34,19% do final de outubro. O banco central informou também que as instituições financeiras chinesas concederam em novembro o equivalente a 294,8 bilhões de yuans (US$ 43,182 bilhões) em novos empréstimos denominados na moeda chinesa, montante superior aos 253 bilhões de yuans de outubro. A média das estimativas de nove economistas consultados pela Dow Jones era de 250 bilhões de yuans. As informações são da Dow Jones.

 

(com Hélio Barboza e Clarissa Mangueira, da Agência Estado)

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