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Produção industrial chinesa tem maior alta em 19 meses

A produção industrial da China expandiu-se no maior ritmo em 19 meses em outubro, mostrando que a terceira maior economia do mundo deixou para trás o pior da crise financeira.

AILEEN WANG E ALAN WHEATLEY, REUTERS

11 de novembro de 2009 | 08h48

Outros dados divulgados nesta quarta-feira apontaram uma queda nos investimentos e nos empréstimos, à medida que enfraquece o impacto do pacote de estímulo de 4 trilhões de iuans (585 bilhões de dólares) do governo. As exportações e as importações caíram pelo 12o mês seguido.

Mas economistas disseram que mesmo com esses números a China mantém a trajetória de recuperação, que garantirá que o país supere a meta de crescimento econômico de 8 por cento em 2009.

"A demanda doméstica como um todo está melhorando de uma forma sustentável", disse Chris Leung, economista DBS Bank.

A produção industrial subiu 16,1 por cento em outubro sobre igual mês de 2008, o maior ritmo desde março de 2008. O dado marca uma aceleração sobre o crescimento de 13,9 por cento em setembro e superou a previsão de analistas de 15,5 por cento.

O dado da indústria é crucial, já que o segmento é responsável por cerca de 43 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, bem mais que o setor de serviços.

O comércio, por outro lado, ficou abaixo do esperado pelo mercado.

As exportações caíram 13,8 por cento em outubro sobre 2008, mas a queda foi menor que a de 15,2 por cento de setembro. A estimativa de analistas era de declínio de 13,2 por cento.

As importações declinaram 6,4 por cento sobre outubro de 2008, comparado à previsão de queda de 1 por cento e do recuo de 3,5 por cento apurado em setembro.

O superávit comercial de outubro foi de 24 bilhões de dólares.

As vendas no varejo cresceram 16,2 por cento em outubro sobre igual mês de 2008, ante alta de 15,5 por cento em setembro. O mercado projetava expansão de 15,8 por cento.

O crescimento da formação bruta de capital fixo urbana --uma medida dos investimentos-- desacelerou para 33,1 por cento no ano, ante alta de 33,3 por cento nos primeiros nove meses e previsão dos economistas de 33,5 por cento.

O ritmo da deflação perdeu força em outubro, mas menos que o esperado. Os preços ao consumidor caíram 0,5 por cento em outubro sobre igual mês de 2008. Os preços no atacado declinaram 5,8 por cento.

Os novos empréstimos no país recuaram para 253 bilhões de iuans em outubro, ante 516,7 bilhões de iuans em setembro.

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