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Produção industrial continua em queda na UE

A recessão europeia não tem fim. A produção industrial na zona do euro caiu 0,6% na comparação entre os meses de maio e junho de 2009, segundo anunciou ontem, em Bruxelas, o Escritório Estatístico das Comunidades Europeias (Eurostat). No conjunto de 27 países, o recuo foi menor, de 0,2%. Analistas previam o contrário: alta de 0,3% em junho. As estatísticas revelam a continuidade da recessão na Europa Ocidental, causada pelo declínio da produção de bens duráveis e pela estagnação do consumo. Dos 18 países que tiveram seus dados divulgados, 10 tiveram desempenho positivo, sete voltaram a enfrentar retração e um se manteve estável. Entre as cinco maiores potências econômicas do bloco, a Alemanha ficou estagnada, a França cresceu 0,5%, o Reino Unido progrediu 0,3%, a Itália recuou 1,2% e a Espanha teve pequeno avanço, de 0,2%. O país com pior desempenho foi a Dinamarca, com recuo de 2,7%. O melhor, a Irlanda, que cresceu 9,3%.De acordo com o Eurostat, entre as razões do crash industrial estão a redução na produção de bens de capital, de 0,3% na zona do euro e de 0,4% nos 27 países, e a de bens duráveis, cujo recuo foi ainda mais forte: 4,2% e 3,9%, respectivamente. Nos últimos 12 meses, a queda da produção industrial é alarmante: 17% na zona do euro e 15,6% no conjunto da UE. Todos os maiores mercados recuaram por causa da recessão.Mesmo em meio aos dados negativos - que devem se repetir hoje, quando o Eurostat divulgará o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) dos 27 países -, o Banco Central Europeu (BCE) reiterou ontem que a retomada do crescimento está próxima. "Há certos sinais de estabilização da atividade econômica", indicou Jürgen Stark, membro do diretório do BCE, em entrevista ao jornal alemão Börsen-Zeitung. "Eles não provém apenas de análises (de mercado), mas são cada vez mais confirmados por dados da economia real. Isso significa que as taxas de crescimento positivas podem ocorrer mais cedo do que prevíamos." DESEMPREGOO desemprego no Reino Unido aumentou 220 mil nos três meses até junho e atingiu 2,43 milhões de pessoas, o nível mais alto desde setembro de 1995, com base na medida mais ampla da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Isso elevou a taxa de desemprego para 7,8%, alta de 0,7 ponto porcentual em relação ao período anterior e acima da taxa de 7,7% prevista por economistas.Separadamente, o escritório nacional de estatísticas também informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego em julho aumentou 24.900, após alta de 21.500 em junho - também superando o aumento previsto por economistas, de 20 mil. COM DOW JONES NEWSWIRES

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

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