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Produção industrial cresce 3,2% em julho

A produção industrial cresceu 3,2% em julho na comparação com julho do ano passado. Ante junho deste ano, o crescimento foi 0,6% na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que esperavam entre 0,2% 1,8%, mas abaixo da mediana 1%. A produção cresceu ainda no acumulado de janeiro a julho (2,7%) e em 12 meses (2,2%). Segundo comentam os técnicos do IBGE, no documento de divulgação da pesquisa, os resultados de julho "levam o índice de média móvel trimestral a manter suave trajetória de crescimento".O crescimento de 0,6% na produção industrial resultou da expansão de 17 dos 23 setores investigados pelo IBGE na série com ajuste sazonal, segundo observou o chefe da coordenação de indústria, Silvio Sales.Os principais impactos positivos foram dados pela indústria extrativa mineral - com aumento de 5,2% em julho ante junho, após queda, por causa de paralisações em plataformas da Petrobras, de 4,5% em junho ante maio -; metalurgia básica (4,2%, refletindo o retorno da operação em plena carga de alto forno da CSN); veículos automotores (2,0%), outros produtos químicos (2,9%) e bebidas (4,4%). Por outro lado, as principais influências de queda foram dadas por petróleo e álcool (-3,4%) e farmacêutica (-5,0%). Já os resultados da produção em julho ante julho de 2005 revelam que "a maioria dos setores mostram expansão, mas há um desbalanceamento considerável entre as taxas (dos segmentos), o que acabou resultando no aumento de 3,2%", segundo destacou Sales. Nessa base de comparação, 20 dos 27 setores pesquisados registraram crescimento na produção, com destaque para alimentos (6,1%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (49,3%), metalurgia básica (10,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (16,3%) e indústria extrativa (6,6%).As pressões negativas foram dadas especialmente por outros produtos químicos (-5,0%, influenciado especialmente pela fabricação de herbicidas) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-9,9%, por causa da queda na fabricação de telefones celulares).Segundo Sales, a produção de herbicidas está sofrendo impacto negativo dos problemas enfrentados pelos produtos agrícolas, enquanto os fabricantes de celulares enfrentam reduções nas exportações desses produtos.Bens de capitalA categoria de bens de capital liderou o crescimento da produção industrial em julho, "mas não dá para dizer ainda que houve um avanço nos investimentos", segundo observou Sales. A produção de bens de capital cresceu 1,0% em julho ante junho e 8,4% na comparação com julho de 2005.Ante julho do ano passado, o destaque de expansão entre os segmentos que compõem essa categoria foi de bens de capital para energia (34,7%), seguido dos segmentos para construção (9,4%), para indústria (9,1%) e para transporte (7,6%). O segmento de bens de capital para agricultura prosseguiu registrando queda (-27,5%).Para Sales, o resultado de bens de capital "é uma informação pontual, setorialmente há crescimento da produção dessa categoria para fora da indústria, voltada para energia elétrica e construção". O crescimento das importações começa a prejudicar a produção de bens de consumo duráveis, que registrou queda de 0,2% em julho ante junho e o menor crescimento (1,2%) entre as quatro categorias pesquisadas na comparação com julho do ano passado.Os principais impactos no baixo crescimento dessa categoria em julho ante igual mês do ano passado foram dados por celulares (-12,4%), mobiliário (-7,9%) e pela brusca desaceleração no grupo de linha marrom (TV, video, som, que passou de um aumento de 27,9% acumulado no primeiro semestre para apenas 0,7% em julho).Para Sales, "parte da demanda pelos bens duráveis pode estar sendo atendida pelas importações". Além disso, ele destacou que o crédito consignado, que vinha puxando o desempenho do setor, está estabilizado, diminuindo sua influência sobre as vendas de duráveis.Dados apresentados por Sales mostram que o quantum (quantidade) importada de bens de consumo duráveis cresceu 114,2% na média diária em julho ante igual mês de 2005.Houve expansão, nesta base de comparação, em bens intermediários de 1% e bens de consumo semi e não duráveis em 0,4%.Ante julho de 2005, todas as categorias registraram crescimento, com destaque para bens de capital (8,4%), seguido por bens de consumo semi e não duráveis (3,3%), bens intermediários (3,2%) e bens de consumo duráveis (1,2%).Crescimento "suave"O coordenador do IBGE disse que o "suave" crescimento apresentado pela indústria em julho, com aumento de 0,6% ante junho, resulta da influência conjunta do câmbio e de um crescimento, também suave, do mercado interno. Ele resistiu em atribuir ao câmbio a responsabilidade pelo pequeno crescimento do setor, já que argumenta que o grau de abertura da economia brasileira é "pequeno, ainda que crescente" e as exportações respondem por apenas 80% das vendas do setor."O mercado interno, que tem sido a principal influência para a indústria, está se comportando de forma suave", disse. Segundo ele, "0,6% é uma taxa discreta, que tem como fator positivo o fato de ser espalhada, mas é sim moderada em sua dimensão". Matéria alterada às 16h06 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 10h28

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