Produção industrial cresce 6,3% no 1º trimestre

Resultado foi puxado pela produção de bens de capital (máquinas e equipamentos); crescimento foi de 17,1%

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

06 de maio de 2008 | 09h09

A produção industrial cresceu 6,3% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com mesmo período de 2007. É o melhor resultado para o período desde o primeiro trimestre de 2004, quando a alta foi de 6,5%. Mais uma vez o resultado foi puxado pela expansão da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos), que indicam o ritmo de investimentos da indústria. Na mesma base de comparação, o crescimento foi de 17,1%. Outro destaque foi a produção de bens de consumo duráveis (carros e eletromésticos), que cresceu 13,6% no período.      Veja também:IBGE: nada indica que indústria brasileira pisou no freio   Sondagens mostram indústria muito mais forte em abril    Em relação a fevereiro, a produção industrial cresceu 0,4% em março na série com ajuste sazonal. Já na comparação com março do ano passado, a produção se elevou em 1,3%. Os bens de consumo semi e não-duráveis, por sua vez, tiveram crescimento de produção de 4,1% na comparação do primeiro trimestre ante igual período do ano passado. Já a produção dos bens intermediários em igual na mesma base de comparação cresceu 6%. Segundo o IBGE, os números da pesquisa industrial de março mostram "quadro positivo, mas marcado por um menor ritmo de expansão". A desaceleração da produção industrial em março é grande, considerando que, em fevereiro, em comparação com igual mês do ano passado, a expansão foi de 9,7%, mas em março, na mesma comparação com o mesmo período de 2007, o crescimento foi de 1,3%.  O coordenador de Indústria, Sílvio Sales, observou que a desaceleração já era relativamente esperada, em parte porque março deste ano teve dois dias úteis a menos que março do ano passado. Entretanto, ele disse que não se pode falar ainda em tendência de desaceleração, já que o calendário é um fator pontual.  Outras das causas apontadas para a menor expansão em março também devem se reverter ao longo do ano, ponderou Sales, como a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que pode ter dificultado a entrada de matérias-primas e componentes importados e isso ter prejudicado a indústria nacional. Esta hipótese, salientou ele, não foi investigada a fundo pelo IBGE, mas é reforçada porque um dos setores mais afetados é o de equipamentos de informática e máquinas de escritório, que teve queda 16,9% em relação a março passado.  Outro motivo citado por Sales é a queda no refino do petróleo e produção de álcool (-8,7%, ante março do ano passado). "O setor de refino tem um peso grande na produção industrial", comentou.  O IBGE também revisou o crescimento da produção industrial de janeiro ante dezembro de 1,7% para 1,8%. A expansão de janeiro ante janeiro de 2007 foi mantida em 8,7%. Foram mantidas também as variações de fevereiro, de recuo de -0,5% em relação a janeiro e de elevação de 9,7% ante fevereiro do ano passado.   

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