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Produção industrial cresce 6% em 2007, maior alta em 3 anos

Produção de bens de capital - que sinaliza investimentos - sobe 19,5% no ano, segundo dados do IBGE

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

08 de fevereiro de 2008 | 09h06

A produção industrial brasileira cresceu no ano passado no maior ritmo desde 2004, estimulada principalmente pela força da demanda interna, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 8. A alta foi de 6%, exatamente em linha com a previsão do mercado e acima do dado de 2,8% de 2006. Veja também:Produção de bens de capital cresce quase 20% em 2007Indústria começa o ano de 2008 aquecida, aponta IBGE "O desempenho industrial de 2007 foi apoiado principalmente no aquecimento da demanda doméstica, por conta da manutenção da expansão do crédito, do aumento da ocupação e da renda, e da ampliação dos investimentos", disse o IBGE em nota. Para o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sale, o crescimento da indústria em 2007 "pode ser considerado mais expressivo" do que em 2004, pois o aumento ocorreu sobre uma base de comparação elevada, já que houve expansão de 2,8% no ano anterior, enquanto o crescimento de 2004 (8,3%) ocorreu sobre uma variação zero em 2003. Sales destacou também que o ano de 2007 foi marcado pelo aquecimento do mercado interno e sua influência na produção industrial, enquanto em 2004 "o arranque da produção havia sido dados pelas exportações". Os principais fatores de estímulo para o crescimento da indústria no ano passado, segundo Sales, foram dados pelo bom desempenho do mercado de trabalho, com aumento da renda e do emprego, além da expansão do crédito e dos investimentos. Dentro da demanda interna, três atividades foram destaque, pois sozinhas responderam pela metade (ou 2,88 ponto porcentual) do crescimento de 6,0% da produção industrial no ano passado. A principal foi o segmento de veículos automotores, com expansão de 15,2% e contribuição de 1,35 ponto para a taxa total. O segundo principal impacto foi dado por máquinas e equipamentos (17,8% e 1,12 ponto). A terceira principal influência positiva veio de máquinas, aparelhos e máquinas elétricos (14,0%, ou 0,41 ponto). Por outro lado, as principais contribuições negativas para a produção industrial no ano passado foram dadas pelas atividades de fumo (-8,1%) e de material eletrônico e comunicações (-1,1%, especialmente sob influência de televisores). Investimentos Os investimentos continuaram acelerados em 2007. Os dados do IBGE mostram que a produção de bens de capital, que sinaliza o desempenho dos investimentos, cresceu 19,5%. Já os bens intermediários cresceram 4,9%, e os de consumo duráveis 9,2%. Para os bens de consumo semi e não duráveis, houve alta de 3,4%.  Dezembro No último mês do ano passado, a atividade caiu 0,6%, ante novembro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, entre -1,90% e -0,30%. Na comparação com dezembro de 2006, a produção cresceu 6,4%.  Já a produção de bens de capital caiu 0,2% ante novembro. Na comparação com dezembro de 2006, houve expansão de 19,9%. A categoria de bens intermediários cresceu 1,0% em dezembro ante novembro e 6,8% ante igual mês do ano anterior.  CNI Os dados divulgados pela Confederação nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira já anteciparam os dados fortes da indústria em 2007. De acordo com a CNI, vendas reais registraram alta de 5,1% durante o ano, na comparação com 2006. Apenas em dezembro, a expansão foi de 5,8% em dezembro ante o mesmo mês de 2006 e de 1,5% em termos dessazonalizados na comparação com novembro de 2007.  As horas trabalhadas na produção, que é um indicador mais ligado à produção física, subiram 3,8% em dezembro de 2007 ante dezembro de 2006 e 1,1% ante novembro de 2007. No acumulado do ano passado as horas trabalhadas na produção aumentaram 4% em relação a 2006.  O documento distribuído nesta quinta pela CNI afirma que o desempenho das vendas reais e das horas trabalhadas na produção é semelhante ao observado em 2004, quando houve um maior dinamismo na indústria nesta década.  O mercado de trabalho também se destacou e apresentou alta de 3,8% em 2007 ante 2006, com um crescimento de 4,7% em dezembro de 2007 ante dezembro de 2006. O número de postos de trabalho na indústria subiu 0,5% em dezembro ante novembro em termos dessazonalizados.  Já a remuneração paga pela indústria subiu 4,7% em dezembro de 2007 ante dezembro de 2006 e acumulou alta de 4,9% em 2007 em relação ao ano anterior. A utilização da capacidade instalada do parque industrial foi de 83% em dezembro último pelo índice dessazonalizado contra 81,3% em dezembro de 2006. Em novembro de 2007, o uso da capacidade instalada foi de 83,1%.

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