Produção industrial cresce em 11 das 14 regiões

Apesar de crescer mais no índice geral, o aumento na produção industrial de fevereiro, que ficou em 5,4% ante 3,2% de janeiro, abrangeu menos regiões no segundo mês deste ano. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve expansão da produtividade em 11 das 14 regiões pesquisadas, enquanto na análise anterior, de janeiro, havia sido detectado crescimento em 12. Encabeçando a lista de fevereiro veio o Estado do Amazonas, que expandiu 18% no indicador. Segundo o instituto, no confronto com o mesmo período do ano passado, a expansão refletiu o desempenho positivo de nove dos 11 ramos industriais investigados. Este resultado foi influenciado, em grande parte, pelo avanço em material eletrônico e equipamentos de comunicações, com crescimento de 21,7%, que prosseguiu como o setor mais dinâmico do parque industrial amazonense. O setor de equipamentos de transporte, por sua vez, cresceu 30,1% e, em menor medida, o de alimentos e bebidas, expandiu a produção em 9,1%. Em contrapartida veio a produção química, que retraiu 21,2% no período e a indústria extrativa, com queda de 13,9% na produção. Seguindo o Amazonas vieram Rio de Janeiro, com 9,9%; Pará, que no mês anterior encabeçou a lista, com 9,1%; Ceará, com 8,8%; Bahia, com 7,5%; e Minas Gerais, com 7,1%. Abaixo da média ficaram o Estado de São Paulo, com 5,1%; a região Nordeste, com 3,6%; Goiás, com 3%; Pernambuco, com 1,2%; e Espírito Santo, com 1,1%. Produção industrial em fevereiro Região Variação Amazonas 18% Rio de Janeiro 9,9% Pará 9,1% Ceará 8,8% Bahia 7,5% Minas Gerais 7,1% São Paulo 5,1% Região Nordeste 3,6% Goiás 3% Pernambuco 1,2% Espírito Santo 1,1% Santa Catarina -0,2% Rio Grande do Sul -1,3% Paraná -7,4% Brasil 5,4% Queda As quedas em fevereiro ficaram a cargo da região Sul. Santa Catarina, que produziu 0,2% a menos, havia apresentado aumento da produção no levantamento anterior, porém, não manteve a tendência. Já Rio Grande do Sul, com queda de 1,3%, e Paraná, onde houve a maior diminuição na atividade: 7,4%, já apresentaram retração na última pesquisa. Segundo o instituto, a queda registrada no Paraná foi a oitava consecutiva neste tipo de comparação. Essa retração, conforme explicou o IBGE, deveu-se, principalmente, aos resultados negativos de oito dos 14 setores pesquisados. Os principais destaques negativos foram com os setores de máquinas e equipamentos, com queda de 29,5%; veículos automotores, com queda de 16,2%; e edição e impressão, com queda de 36%. Por outro lado, refino de petróleo e álcool, que produziram 23,4% a mais, sobressaiu como a principal pressão positiva. Este texto foi atualizado às 14h45.

Agencia Estado,

07 Abril 2006 | 12h15

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