Produção Industrial cresce em 12 das 14 regiões

A produção industrial cresceu em 12 das 14 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro, na comparação com igual mês de 2005. Para essa pesquisa, não há dados comparativos a mês anterior. O crescimento médio nacional ficou em 3,2%, porém, oito estados tiveram aceleração maior no período. Encabeçando a lista está Pará, com alta de 10,7%. Segundo o IBGE, o bom desempenho do estado se deveu, principalmente, à indústria extrativa, que obteve expansão de 28,7% no período. Também corresponderam positivamente as produções de minerais não metálicos, com 2,9%; e celulose e papel, com 1,7%. Por outro lado, na indústria de transformação, que mostrou queda de 2,5%, três ramos exerceram pressão negativa: metalurgia básica (-2,3%), alimentos e bebidas (-6,3%) e madeira (-4,8%). Depois do Pará estão Espírito Santo, Ceará, Bahia, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco. Santa Catarina, a região Nordeste, São Paulo e Goiás apresentaram crescimento, porém inferior aos 3,2% do Brasil. Preços no VarejoGrupoFevereiro (%)Março (%)Variação (ponto porcentual)Educação, Leitura e Recreação2,010,22-1,79Vestuário-1,19-2,17-0,98Transportes1,410,97-0,44Despesas Diversas0,32%0,25%-0,07Habitação0,090,05-0,04Saúde e Cuidados Pessoais 0,380,620,24Alimentação-0,230,020,79QuedaOs únicos estados a apresentarem queda na produção foram Rio Grande do Sul e Paraná, com -2% e -5,3%, respectivamente. No caso do Paraná, a queda foi resultado da diminuição na produção em sete dos 14 setores pesquisados. A principal contribuição negativa foi no setor de veículos automotores, com retração de 33,7%. Em menor medida, porém também influenciando negativamente o índice global, destacaram-se edição e impressão (-20,6%) e madeira (-9,7%).São PauloDe acordo com o IBGE, no acumulado de 12 meses, a indústria paulista cresceu 3,2% e ficou acima da média nacional. Segundo documento do órgão, São Paulo iniciou o ano de 2006 em "ritmo ligeiramente superior" ao do último trimestre de 2005 (1,5% ante igual período de 2004). Para o aumento de 1,7% no índice mensal, contribuíram positivamente 12 dos 20 segmentos pesquisados, com destaque para os impactos de material eletrônico e equipamentos de comunicações, com 32,4%; veículos automotores, com 7,6%; e máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 13,5%. Por outro lado, as principais influências de queda vieram dos setores de edição e impressão (-13,3%), metalurgia básica (-9,3%) e farmacêutica (-5,5%). Este texto foi alterado às 10h58 com complemento de informações

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