Produção industrial cresce em 13 de 14 regiões

Os dados regionalizados da produção industrial, divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprovam que o primeiro trimestre de 2006 foi marcado pelo aquecimento do setor. Tomando como base o mesmo período do ano passado e os últimos três meses de 2005, 13 das 14 regiões pesquisadas tiveram crescimento no indicador.Segundo dados divulgados na última semana pelo instituto, de janeiro a março deste ano foram produzidos 1,3% a mais, na comparação com o período compreendido entre outubro e dezembro, e 4,6%, tomando como base o primeiros trimestre de 2005. Segundo os técnicos do instituto, a forte presença dos segmentos de bens de consumo, tanto duráveis como semi e não-duráveis, e a sustentação das exportações explicam o bom desempenho dos locais que apresentaram os maiores ganhos no primeiro trimestre com base no mesmo período do ano passado: Pará, com 12,6%; Amazonas, com 10,6%; e Ceará, com 10,3%.Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo - onde destacaram-se itens como minérios de ferro; televisores; tecidos de algodão; celulose; petróleo e automóveis; também tiveram alta superior à registrada pela média nacional. Abaixo da média figuraram a região Nordeste, Pernambuco, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina. Mais uma vez, somente Rio Grande do Sul e Paraná tiveram resultados negativos, com as principais pressões concentradas nas atividades de máquinas e equipamentos e de veículos automotores, respectivamente.Março Em dados regionalizados, apesar de crescer, a expansão da produção industrial de março foi mais tímida, com avanço em 12 das 14 áreas pesquisadas. O aquecimento variou de 0,15 em Goiás para 17,5% no Pará. Novamente, apenas Rio Grande do Sul e Paraná tiveram queda, com -1% e - 3,2%, respectivamente.AmazonasEm um dos destaques de crescimento, o Estado do Amazonas, houve aceleração no ritmo produtivo do quarto trimestre de 2005, em 1,9%; para o primeiro de 2006, em 10,6%; na comparação com iguais períodos dos anos anteriores. O aquecimento foi registrado em oito dos 11 ramos pesquisados, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações, de 0,8% para 17,6%.Em março, a indústria crescimento de 8,5% no confronto com o mesmo período do ano anterior, com desempenho positivo em seis dos 11 setores pesquisados.Este texto foi atualizado às 13h26.

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