Produção industrial cresce em 7 de 14 regiões

A produção industrial cresceu em sete das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE em julho na comparação com igual mês de 2004. Para essa pesquisa, não há dados comparativos a mês anterior. O resultado mostrou desaceleração em relação aos dados de junho, quando nove locais pesquisados registraram expansão. Segundo o documento de divulgação do IBGE, além da influência de um menor número de dias úteis em julho deste ano, a desaceleração resulta do fato de que, no início do segundo semestre de 2004, a produção industrial acentuava a sua trajetória ascendente, aumentando a base de comparação para o período a partir de julho deste ano. Amazonas ainda lidera o crescimento regional (11,7%), seguido por Bahia (8,3%), Goiás (6,7%), Minas Gerais (6,0%), região Nordeste (1,6%), Pernambuco (1,6%) e São Paulo (1,0%). Resultados negativos foram registrados no Pará (-0,9%), Paraná (-1,0%), Rio de Janeiro (-1,6%), Ceará (-6,3%), Espírito Santo (-7,2%), Santa Catarina (-7,5%) e Rio Grande do Sul (-8,7%). A indústria em geral cresceu 0,5% no País em julho ante igual mês de 2004, segundo divulgou o IBGE na semana passada.São PauloOs índices da produção industrial paulista permaneceram positivos em julho: 1,0% em relação ao mesmo mês do ano passado (bem inferior aos 8,0% registrados, na mesma comparação, em junho); 5,5% no acumulado no ano até julho; e 8,1% no acumulado nos últimos 12 meses. Em todas as bases de comparação, os resultados foram superiores aos observados no total do País. Para essa pesquisa, também não há dados comparativos a mês anterior. Segundo o documento de divulgação do IBGE, o crescimento ante julho de 2004 refletiu a expansão de sete dos 20 setores investigados. Em junho, eram 14 os que cresciam nesse mesmo confronto.Entre os que tiveram maior peso na composição da taxa global em julho, destacaram-se edição e impressão (25,6%), indústria farmacêutica (17,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (7,5%), por conta, principalmente, dos acréscimos na produção de revistas, impressos; medicamentos; e gasolina e álcool. Por outro lado, as pressões negativas mais importantes foram das indústrias têxtil (-15,7%) e de produtos de metal (-9,8%), devido aos recuos em fibras sintéticas e tecidos de algodão e telas metálicas de fios de ferro e aço. No acumulado no ano (5,5%) da indústria de São Paulo, 15 ramos expandiram a produção, sobressaindo o farmacêutico (25,4%), de edição e impressão (20,2%) e de máquinas e equipamentos (10,5%. Já os principais impactos negativos vieram de têxtil (-7,0%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-4,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,8%).

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