Produção industrial cresce em 8 de 14 regiões

Os dados da produção industrial regional do IBGE mostraram que, em setembro, a produção cresceu em oito dos 14 locais pesquisados, ante setembro de 2004. Para essa pesquisa, não há dados comparativos ao mês anterior. Em termos trimestrais, segundo o documento de divulgação da pesquisa, "na passagem do segundo para o terceiro trimestre, 11 locais apresentaram perda de dinamismo, confirmando assim a ampliação do movimento de desaceleração no ritmo industrial, já observado em nível setorial, nos índices para o total do País". Em setembro, com crescimento acima do índice nacional (0,2%) ficaram Minas Gerais (4,8%), Pará (4,7%), Rio de Janeiro (4,4%), Amazonas (2,6%), Bahia (2,4%) e Espírito Santo (2,3%). Todas as regiões que ficaram abaixo da média registraram taxas negativas: São Paulo (-1,1%), Pernambuco (-1,8%), Rio Grande do Sul (-2,8%), região Nordeste (-3,2%), Goiás (-6,8%). Em Santa Catarina, Paraná e Ceará a redução chegou aos dois dígitos: -10,2%, -11,6%, -12,4%, respectivamente. Na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial caiu 2% em setembro ante agosto na série com ajuste sazonal (considerando os efeitos temporais). O resultado foi pior do que indicavam as estimativas do mercado, que variavam entre uma queda de 0,50% e baixa de 1,90%. São Paulo A indústria paulista interrompeu uma trajetória de 22 crescimentos consecutivos na produção, com queda de 1,1% em setembro ante igual mês do ano passado. Para essa pesquisa também não há dados comparativos a mês anterior. Houve resultados negativos em 13 dos 20 ramos pesquisados. Com a queda no indicador mensal, a produção acumulada da indústria paulista no período janeiro-setembro (4,6%) ficou abaixo da registrada em janeiro-agosto (5,4%) e o indicador acumulado nos últimos 12 meses "acentuou a trajetória de desaceleração" ao registrar 5,6% de expansão, contra 7,1% em agosto. O terceiro trimestre do ano apresentou crescimento de 1,6%, superior à média nacional (1,5%).

Agencia Estado,

11 Novembro 2005 | 11h00

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