Produção industrial cresce em todas as regiões em janeiro

A exceção foi o Estado do Ceará, onde a produção industrial têxtil apresentou queda de 37,6%

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

10 de março de 2008 | 09h25

Em janeiro, a produção industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), exceto no Ceará, onde a indústria registrou queda de 2,3%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Naquele Estado, o desempenho industrial foi influenciado pelo baixo resultado da indústria têxtil, que apresentou queda de 37,6%.  Veja também:Produção industrial cresce 8,5% em janeiro, segundo IBGEProdução de veículos acelera 23,8% em janeiro e puxa indústriaVenda de veículos novos bate recorde em fevereiro De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 10, entre as áreas com taxas positivas, seis destacaram-se com avanços de dois dígitos: Paraná (19,7%), Amazonas (17,9%), Pernambuco (12,6%), São Paulo (12,5%), Espírito Santo (12,1%) e Minas Gerais (10,2%). Rio Grande do Sul registrou 9,0% e ficou também acima da média nacional (8,5%). Com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do País, encontram-se: Pará (6,6%), Rio de Janeiro (5,1%), Goiás (3,8%), região Nordeste (3,7%), Santa Catarina (3,0%) e Bahia (0,5%). Em relação a dezembro de 2007, 11 dos 14 locais pesquisados tiveram expansão na produção industrial em janeiro. Os destaques nessa comparação foram o Paraná (6,5%) e o Amazonas (5,7%). As indústrias de São Paulo (3,4%) e do Rio Grande do Sul (2,0%) também ficaram acima da média nacional (1,8%). Os estados do Pará (1,7%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (0,4%) cresceram abaixo da média nacional. Por outro lado, Ceará (-3,2%), Espírito Santo (-2,7%) e região Nordeste (-0,8%) mostraram recuo entre os dois meses. São Paulo A produção industrial de São Paulo acumula alta de 6,9% em 12 meses. O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% da produção nacional. Segundo o IBGE, em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, 16 dos 20 segmentos pesquisados contribuíram positivamente para este movimento no Estado, com veículos automotores (30%), produtos químicos (22,6%), indústria farmacêutica (33,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (25,4%) e máquinas e equipamentos (10,7%) exercendo os principais impactos.

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