Produção industrial dos EUA cresce 0,1% em junho

A produção industrial subiu 0,1% nos EUA em junho, na sequência de alta de 0,1% em maio, informou o Federal Reserve. A utilização da capacidade instalada manteve-se inalterada em 74,3%. Durante os últimos quatro meses, a utilização da capacidade instalada esteve no menor nível desde junho de 1983. O relatório mostrou dados melhores do que as previsões de Wall Street. Segundo pesquisa da Dow Jones, economistas esperavam que a produção ficasse inalterada, assim como o nível de utilização da capacidade instalada. Renda média semanal fica inalteradaA renda real média semanal dos assalariados nos Estados Unidos manteve-se inalterada em junho, em termos ajustados, uma vez que a alta de 0,2% no ganho médio por hora foi minimizada por elevação de 0,2% no índice de preços ao consumidor para trabalhadores urbanos e de escritório. A média semanal de horas trabalhadas também ficou inalterada. Preços ao consumidor sobem 0,2%Os preços pagos pelos consumidores norte-americanos subiram, em junho, pela primeira vez em três meses, respaldando as declarações de ontem do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, de que a deflação é um cenário remoto nos EUA. O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em junho, após ter ficado estável no mês anterior. O núcleo do CPI, que expurga os voláteis preços de produtos relacionados a energia e alimentos, ficou estável. A variação do CPI amplo confirmou as expectativas de Wall Street, enquanto o núcleo ficou levemente abaixo da alta de 0,1% projetada por analistas. O relatório é o terceiro levantamento divulgado em uma semana que revela que os riscos de deflação estão ficando mais distantes. Os preços no atacado e dos bens importados pelos EUA também subiram, em junho, pela primeira vez em três meses. Ontem, Greenspan disse que o risco de deflação era remoto, mas sugeriu que a espada do Fed seguirá em riste para banir essa preocupação totalmente. "Uma taxa de inflação baixa aumenta o risco de que um choque adverso na economia se torne mais difícil de ser combatido", declarou o presidente do Fed. Greenspan asseguou que o Fed manterá as taxas de juro em níveis baixos durante o tempo que for necessário para revitalizar a economia e debelar os riscos deflacionários. Estoques das empresas diminuem As empresas norte-americanas reduziram seus estoques em maio, com as vendas se mantendo estável no mês. O dado reforça a percepção dos analistas de que as companhias só deverão repor seus volumes estocados quanto tiverem certeza de que a economia norte-americana crescerá em um ritmo mais sólido e sustentável. O Departamento do Comércio informou que os estoques das empresas caíram 0,2% em maio, para o nível ajustado sazonalmente de US$ 1,17 trilhão, após terem ficado estáveis em abril, de acordo com dados revisados. Inicialmente, o departamento havia divulgado aumento de 0,1% dos estoques em abril. A queda dos estoques contrariou os prognósticos de Wall Street de que houvesse estabilidade. O relatório mostrou ainda que as vendas das empresas ficaram estáveis no mês, um quadro melhor do que a queda de 1,7% registrada no mês anterior. A proporção de estoques-vendas manteve-se em 1,40 mês em maio, mesmo níveld e abril. Esse dado mede o tempo, em meses, que as empresas levariam para esgotar seus volumes estocados e é um indicador de como as companhias estão adeqüando a oferta à demanda. Os estoques no nível do varejo caíram 0,3% em maio, mesma proporção do declínio verificado nas empresas atacadistas. As informações são da Dow Jones.

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