Produção industrial dos EUA sobe em maio

A produção industrial norte-americana apresentou expansão de 0,4% em maio, devido ao desempenho das empresas de serviços públicos, conforme informou o banco central norte-americano (FED). Em abril e março, o crescimento foi de 0,7%. O documento do FED mostrou ainda que a utilização da capacidade instalada das indústrias ficou no mesmo nível de abril, em 82,1%. O mercado financeiro pode não gostar do número. De acordo com 12 economistas pesquisados pela Dow Jones Newswires e CNBC, a previsão média era de uma queda de 0,3% da produção e de redução do uso da capacidade instalada para 81,6%. Há pouco, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de tecnologia - estava em baixa de 0,28% e o índice Dow Jones - que mede a valorização de ações de empresas de Nova Iorque - registrava alta de 0,17%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhava com alta de 0,56%.O dólar está cotado em R$ 1,8130 na ponta de venda, registrando uma valorização de 0,11% em relação ao dólar oficial divulgado pelo Banco Central ontem. Perspectivas para juros divergem No início da manhã, as bolsas de Nova Iorque começaram o dia sob o impacto dos comentários de um dos membros do comitê de política monetária do FED, Alfred Broaddus. Ele afirmou que os juros têm motivos para continuar subindo, apesar dos sinais recentes de desaceleração - recuo dos índices de inflação e preços. Por outro lado, o editor Josué Leonel apurou junto aos operadores de mercado que aumentaram as apostas em manutenção dos juros nos EUA. No Brasil, eles esperam que o Banco Central não vá baixar os juros, mas poderá colocar um viés de baixa, sinalizando queda de juros no futuro. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne no próximo dia 20 para definir os juros. Petróleo em alta Outro ponto de forte influência sobre a decisão do Copom é o preço do petróleo. Hoje, o produto chegou a ensaiar baixa, mas já voltou a subir e deve seguir oscilando pelo menos até a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), dia 21. Caso os preços continuem pressionados, os Estados Unidos podem subir os juros para conter a inflação. A partir daí, o Brasil fica sem espaço para reduzir juros.

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