Felipe Rau|Estadão
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Ainda é cedo para vislumbrar em janeiro um cenário de retomada da indústria, diz IBGE

Minas Gerais, Pará e Mato Grosso foram alguns dos Estados que registraram perdas, no comparado ao mesmo período de 2019; São Paulo teve aumento de 2,3%

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2020 | 09h41
Atualizado 12 de março de 2020 | 11h26

RIO - Apesar do crescimento na indústria de 13 das 15 regiões pesquisadas pelo País na passagem de dezembro para janeiro, ainda não é possível afirmar que há uma retomada da produção, segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Esse mês ainda está cedo para a gente poder vislumbrar um cenário de retomada para a indústria. Como a gente sai de novembro e dezembro com férias coletivas, esses meses tiveram suas produções mais reduzidas, por conta de antecipação de produção até outubro. Por esse motivo, quando você passa para janeiro e retoma essa produção, o patamar vai além", justificou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.    

Para André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria, o cenário de janeiro é mais de uma normalização da produção industrial do que de uma tendência disseminada de crescimentos. Ele lembra que, em dezembro ante novembro, 12 dos 15 setores tinham registrado retração.    

"Agora você está cobrindo aquilo que havia recuado bastante. Parece que há dimensão de espalhamento maior, mas é apenas um espalhamento em cima de algo que havia recuado bastante", disse Macedo.    

Em janeiro ante dezembro, a indústria brasileira cresceu 0,9%, com forte contribuição da alta de 2,3% na produção de São Paulo, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional. No entanto, a expansão da indústria paulista compensa apenas parte da perda de 3,7% acumulada nos meses de novembro e dezembro de 2019. O parque fabril de São Paulo ainda opera 20,2% abaixo do pico alcançado em março de 2011.    

Em janeiro, os setores que puxaram a melhora na indústria paulista foram veículos automotores, máquinas e equipamentos e metalurgia, todos eles impulsionados pelo retorno ao trabalho após um período de férias coletivas, apontou Bernardo Almeida.    

"São setores que têm bem essa característica", disse Almeida, que reconhece uma chance de novo prejuízo à produção local em fevereiro, devido ao excesso de chuvas que provocaram perdas e alagamentos na região no mês.    

Na comparação com janeiro de 2019, a indústria paulista também cresceu 2,3%, devido a avanços em oito das 18 atividades pesquisadas na região. A alta foi puxada pelos segmentos de máquinas e equipamentos, principalmente as voltadas para o setor de celulose, e derivados de petróleo.    

No entanto, a principal contribuição para a média global da indústria nesse tipo de comparação foi da elevação de 9,8% no desempenho industrial do Rio de Janeiro, influenciado pela extração recorde de petróleo, refino de derivados e produção de veículos.

Já as perdas ocorreram no Espírito Santo (-20,9%), Minas Gerais (-14,2%), Pará (-6,6%), Mato Grosso (-5,7%), Goiás (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Santa Catarina (-0,5%).

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