Produção industrial recua em 6 das 14 regiões em fevereiro

Produção industrial recua em 6 das 14 regiões em fevereiro

São Paulo, o maior parque industrial do País, observou aumento de 0,3% na atividade; a queda mais acentuada na produção ocorreu no Rio de Janeiro, de 7,1%

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2015 | 09h35

RIO - A redução de ritmo na produção industrial nacional na passagem de janeiro para fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, foi acompanhada por seis dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, São Paulo, maior parque industrial do País, observou aumento de 0,3% na atividade nesta comparação.

A queda mais acentuada na produção ocorreu no Rio de Janeiro (-7,1%). Trata-se do recuo mais intenso desde janeiro de 2012 (-12,7%) em relação ao mês imediatamente anterior. A Bahia, por sua vez, teve uma perda de 6,4%, o terceiro mês consecutivo de diminuição. Neste período, a queda acumulada é de 20,7%.

Pernambuco (-2,3%) e Minas Gerais (-1,9%) também mostraram recuos mais acentuados do que a média nacional (-0,9%), enquanto Nordeste (-0,7%) e Espírito Santo (-0,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em fevereiro ante janeiro.

Por outro lado, Pará (3,4%), Goiás (3,2%), Paraná (2,4%) e Amazonas (2,2%) assinalaram os avanços mais elevados. As demais taxas positivas foram observadas no Rio Grande do Sul (1,6%), Ceará (1,1%) e Santa Catarina (0,2%), além de São Paulo.

São Paulo. Apesar de uma leve alta na produção industrial em fevereiro ante janeiro, de 0,3%, São Paulo, o principal parque fabril brasileiro, registrou queda de 8,5% nessa atividade na comparação com fevereiro de 2014. Ainda assim, o resultado foi menos intenso do que a perda observada na média nacional (-9,1%) na comparação anual.

Ao todo, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram redução na produção em fevereiro ante fevereiro de 2014, segundo o órgão. "Vale citar que fevereiro de 2015 (18 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (20 dias)", destacou o IBGE.

Nesta comparação, os recuos mais intensos foram registrados por Bahia (-23,2%), pressionada pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, e Amazonas (-18,9%), influenciado por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (principalmente televisores). Paraná (-15,0%), Rio Grande do Sul (-13,7%), Rio de Janeiro (-11,8%), Região Nordeste (-11,1%) e Minas Gerais (-10,6%) também apontaram taxas negativas de dois dígitos, enquanto Santa Catarina e Ceará (ambos com -9,5%) completaram o conjunto de locais com recuos mais acentuados do que a média. Outros resultados negativos foram registrados em Goiás (-4,4%) e Mato Grosso (-1,5%), além de São Paulo.

Por outro lado, Espírito Santo (25,6%) assinalou o avanço mais intenso nesse mês, impulsionado principalmente pelo comportamento positivo vindo dos setores extrativos e de metalurgia. Os demais resultados positivos foram observados no Pará (9,4%) e Pernambuco (2,3%). 

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