Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Produção industrial sobe 0,2% em outubro ante setembro

Dado positivo encerrou uma sequência de três meses consecutivos de queda na produção industrial

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2018 | 09h15
Atualizado 04 Dezembro 2018 | 13h54

A produção industrial subiu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação ao mesmo mês de 2017, a produção teve variação positiva de 1,1%.

No acumulado do ano, a indústria registrou um crescimento de 1,8% e em 12 meses, apresenta alta de 2,3%.

O resultado coincidiu com o piso do intervalo das estimativas do mercado financeiro coletadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,20% a 2,10%, com mediana de 1,15%.

 

 

 

Produção industrial sobe em 17 dos 26 locais pesquisados

A produção industrial subiu em 17 dos 26 ramos pesquisados na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) na passagem de setembro para outubro, informou o IBGE.

Segundo o gerente da PIM, André Macedo, a produção de automóveis contribuiu positivamente para a alta de 4,4% na produção de bens duráveis de setembro para outubro. "Na explicação de duráveis está automóveis", disse Macedo.

Conforme os dados do IBGE, as influências positivas mais relevantes entre as 26 atividades pesquisadas foram: indústrias extrativas (3,1%), máquinas e equipamentos (8,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0%) e bebidas (8,6%). O IBGE destacou, em nota, que esses setores mostraram resultados negativos em setembro ante agosto: -0,7%, -11,4%, -5,2% e -9,4%, respectivamente.

De acordo com Macedo, a produção de caminhões impulsionou a alta na produção de bens de capital, que avançou 1,5% em outubro no confronto com o mês anterior. "Os bens de capital foram influenciados por equipamentos para transporte, com caminhões", afirmou o pesquisador do IBGE.

Por outro lado, segundo o IBGE, entre os nove ramos que tiveram queda em outubro, os desempenhos de maior relevância foram de produtos alimentícios (-2,0%), metalurgia (-3,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%). O primeiro teve redução de 8,4% em quatro meses consecutivos de taxas negativas, informou Macedo.

Produção de bens de capital sobe 1,5%

A produção da indústria de bens de capital teve alta de 1,5% em outubro ante setembro, também informou o IBGE. Na comparação com outubro de 2017, o indicador mostrou avanço de 10,7%.

No ano, houve crescimento de 8,7% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses até outubro, a taxa ficou positiva em 8,8%.

Em relação aos bens de consumo, a pesquisa do IBGE registrou avanço de 0,2% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2017, houve alta de 1,6%. No ano, a produção de bens de consumo subiu 2,3%. No acumulado em 12 meses até outubro, o avanço foi de 2,7%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, houve avanço de 4,4% em outubro ante setembro. Em relação a outubro de 2017, houve aumento de 6,8%.

Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve queda na produção de 0,2% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro do ano passado, a produção cresceu 0,2%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção caiu 0,3% em outubro ante setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve uma queda também de 0,3%. No ano, a produção de bens intermediários aumentou 0,8%. Em 12 meses, houve elevação de 1,4% na produção. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve queda de 0,7% em outubro.

Revisão de dados

O IBGE revisou a variação da produção industrial de bens de capital em setembro ante agosto, de queda de 1,3% para recuo de 1,8%. A taxa de agosto no confronto com julho saiu de alta de 5,5% para expansão de 6,2%.

Na categoria de bens intermediários, a taxa de setembro em relação a agosto foi revisada de retração de 1,0% para declínio de 1,2%. O desempenho de bens de consumo duráveis em setembro ante agosto passou de uma taxa negativa de 5,5% para recuo de 6,6%. Já os bens de consumo semi e não duráveis tiveram a variação da produção na comparação de setembro com agosto revisada de queda de 0,7% para retração de 0,9%

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