Sérgio Castro|Estadão
Sérgio Castro|Estadão

Produção industrial sobe no 2º trimestre

Avanço foi de 0,2% em comparação com o mesmo período do ano passado; segundo o Ipea, retomada mais forte só deve acontecer em 2018

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 21h39

RIO - Apesar do agravamento da turbulência política, a indústria brasileira manteve o ritmo de recuperação lenta no segundo trimestre. A expectativa é que o desempenho tenha sido positivo, mas a tendência é que uma retomada mais acentuada aconteça apenas no ano que vem, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Produção Industrial indica recuo de 0,1% em junho ante maio na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No fechamento do trimestre, entretanto, a previsão é de alta de 0,5% em relação ao primeiro trimestre do ano.

“O ambiente de incerteza influenciou a confiança, que caiu rapidamente, mas a produção está mostrando uma lenta recuperação, embora não seja possível ver sinais de uma retomada mais forte ainda. Com a queda continuada na taxa de juros, a economia será estimulada”, previu o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Junior.

Na comparação com 2016, a produção industrial teve expansão de 0,6% em junho deste ano. No segundo trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 0,2%, calculou o Ipea.

+ Consumo de cerveja cai no Brasil e Ambev vende menos no 2º trimestre

“É uma recuperação ainda lenta, sobre uma base de comparação muito baixa. A produção industrial caiu por muitos anos, começou a cair antes dos outros setores da economia. É realmente uma recuperação cíclica”, disse Souza Junior.

O Ipea prevê que o PIB industrial avance 0,3% em 2017, mas que exiba desempenho melhor no ano seguinte, um crescimento de 2,5% em 2018.

“Esperamos que o consumo das famílias volte a crescer e que haja também alguma recuperação marginal do investimento, que mesmo que seja incipiente já traz uma demanda por bens industriais”, justificou o diretor do Ipea.

Em junho, os indicadores coincidentes da produção industrial repetiram o comportamento heterogêneo de meses anteriores. A importação de bens intermediários avançou 8,8% em relação a maio, revertendo a queda de 8% no mês anterior, de acordo com os dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indicou um aumento de 0,9% na venda de papel e papelão no período.

Por outro lado, a produção de automóveis encolheu 8,4% em junho ante maio, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O volume de tráfego de carga em estradas com pedágio recuou 0,7%, segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.