Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Produção industrial tem o melhor julho em quatro anos, aponta sondagem da CNI

Ociosidade das fábricas brasileiras caiu 2% no mês ante junho; produção caiu em 2016, 2015 e 2014 motivada pela recessão

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2018 | 11h43

BRASÍLIA - A produção nas fábricas brasileiras aumentou o ritmo de recuperação em julho, de acordo com sondagem divulgada nesta quarta-feira, 22, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala na qual valores acima dos 50 pontos significam crescimento, o desempenho do setor alcançou 52,2 pontos, superior aos 50,8 pontos de junho.

"Estamos no início do segundo semestre do ano, quando costuma ter um aumento na atividade. Mas o resultado de julho deste ano foi mais forte do que em 2017 e melhor do que os de 2014, 2015 e 2016, quando a produção caiu por causa da crise", avaliou o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota.

Com maior produção, também houve redução na ociosidade do parque industrial no mês passado. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 66% em junho para 68% em julho. Esse foi o melhor resultado do índice em julho nos últimos quatro anos. Ainda assim, a UCI ficou 1 ponto porcentual abaixo da média histórica do indicador para o mês.

Da mesma forma, o índice que mede a UCI em relação ao usual para o período chegou a 44,1 pontos. Isso ainda significa que a utilização do parque industrial foi menor do que o usual para julho, mas o indicador chegou ao maior patamar desde fevereiro de 2014.

Por outro lado, depois de um forte ajuste em junho, os estoques da indústria continuaram ligeiramente acima do planejado no mês passado, com indicador em 50,8 pontos. Já o emprego na indústria continuou em retração, embora menor que a registrada em junho, com índice de 48,5 pontos no mês passado ante 48,1 pontos no mês anterior.

A sondagem também mostra melhora nas expectativas dos empresários da indústria para os próximos seis meses. Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos significam otimismo, a intenção de investimento passou de 49,4 pontos para 51 pontos.

Já o índice de demanda passou de 56,4 pontos para 57,8 pontos em agosto. A perspectiva de compra de matéria-prima passou de 54,5 pontos para 54,8 pontos. Apenas a expectativa com relação às exportações piorou, de 55,4 pontos para 55 pontos. 

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