Produção industrial volta a crescer em julho, diz CNI

Utilização da capacidade instalada subiu para 44,4 pontos no mês passado, mesmo assim, ainda mostra desaquecimento da indústria, na avaliação da CNI

Laís Alegretti, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 11h48

BRASÍLIA - A produção industrial voltou a crescer em julho, depois da queda registrada no mês anterior. A sondagem industrial divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o índice foi de 52,1 pontos em julho. No mês anterior, o índice havia registrado 46 pontos.

A utilização da capacidade instalada subiu para 44,4 pontos em julho, após registrar 42,9 pontos em junho. "A utilização da capacidade instalada em julho encontra-se mais próxima do usual do que no mês anterior, mas ainda mostra desaquecimento da indústria", informa a pesquisa.

Os indicadores variam de zero a cem. Aqueles acima de 50 indicam crescimento na produção, estoque acima do planejado e utilização da capacidade instalada acima do usual na relação com o período anterior. Números abaixo da linha dos 50 pontos indicam redução da produção em relação ao mês anterior.

A evolução dos estoques segue elevada em julho, com 52,1 pontos. Em junho, o índice foi de 50,6 pontos. A CNI destaca como "ponto de atenção" o alto índice de estoques, principalmente entre as grandes empresas. Para a indústria como um todo, o índice do estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 51, 7 pontos.

Entre as grandes indústrias, aponta a pesquisa, o acúmulo de estoques indesejados é maior, com 54,5 pontos. O número de empregados continua a cair, com índice de 48,5 pontos, abaixo da linha dos 50. A queda, entretanto, foi menor do que a registrada em junho na comparação com maio, de 48,1 pontos. O levantamento foi feito com 1.984 empresas entre 1º e 13 de agosto.

Expectativas

A expectativa dos empresários brasileiros para a quantidade exportada nos próximos seis meses caiu em agosto, na comparação com o mês anterior. O índice passou de 54,2 pontos para 51,1 no período. Na escala, que vai de zero a cem, os valores acima de 50 indicam expectativa de crescimento da demanda ou da quantidade exportada nos próximos seis meses. Para os outros pontos pesquisados, não houve grande alteração nas perspectivas dos industriais.

Em relação à demanda, o índice passou de 58,9 para 58,5 no período. Sobre a compra de matéria-prima, o índice de expectativas passou de 56 para 55,8. Em relação ao número de empregados, o indicador foi de 51,5 para 51,4 pontos. O levantamento foi feito com 1.984 empresas entre 1 e 13 de agosto, informou a CNI.

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