Produção iniciou recuperação em julho, diz secretário

Pesquisa divulgada hoje pela Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo constata que a partir de julho deste ano o Brasil iniciou um processo de recuperação da atividade produtiva. Segundo o estudo feito pelo secretário Márcio Pochman, nas regiões industrializadas do País, onde a desaceleração econômica ocorreu de forma mais rápida, observa-se um processo de recuperação da atividade produtiva também mais veloz. A pesquisa aponta que em regiões menos industrializadas, dependentes da agricultura ou de serviços públicos e privados, a tendência de apresentarem menores efeitos cíclicos - desaceleração ou mesmo recuperação produtiva - é mais freqüente do que nas mais industrializadas.O estudo reafirma que o processo de retomada da atividade, entre outros fatores, dá-se sobre a capacidade instalada ociosa. Além disso, a ocupação da capacidade das empresas tem ocorrido sem a contratação de mão-de-obra. Trabalham com o mesmo número de funcionários, utilizando-se do recurso de horas extras. A pesquisa exemplifica que, em relação a esse processo de recuperação da produção, em São Paulo, em comparação com a região metropolitana, o desemprego manteve-se em alta em setembro de 2003.Porém, com base em dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese/Seade, o secretário comprova que essa elevação ocorreu de forma mais acentuada nos demais municípios da Grande São Paulo do que na capital. O crescimento do desemprego no município foi de 1,6%, enquanto que na Grande São Paulo atingiu 5,9%. "Provavelmente, tal comportamento deve-se tanto à maior rapidez na resposta do município à recuperação econômica, mas também ao conjunto de políticas anti-cíclicas desenvolvidas pelo governo municipal durante o primeiro semestre de 2003", explica Pochman.O secretário constata o crescimento na geração de novas vagas nos setores industrial e de serviços na região metropolitana de São Paulo. No intervalo de março a setembro de 2003 ante igual período do ano passado verifica-se que no total de ocupação gerada, a região metropolitana de São Paulo subiu 37,8%. No setor industrial o crescimento foi de 158,0%, enquanto que no de serviços de produção foi de 127,2%. Pochman destaca também a elevação da importância do emprego formal nas regiões metropolitanas do País que em julho de 2003 ficou negativo em 1.713, enquanto que a partir de agosto registrou um saldo positivo na contratação de novos empregados de 23.554 para 52.246 em setembro. A participação das regiões metropolitanas na geração de novos postos de trabalho passou de 30,7% para 32,3% em setembro. O secretário explica, entretanto, que os sinais de maior presença nas regiões industrializadas da recuperação econômica do Brasil podem ganhar mais força com ações pró-cíclicas por parte do governo. "Uma frente emergencial de ocupação seria de extrema utilidade para fortalecer a sustentabilidade da recuperação econômica", conclui o secretário.

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