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Produção integrada chega ao tomate

Frutos destinados à indústria terão a produção rastreada e controlada quanto ao uso de defensivos

Estadão,

10 de outubro de 2007 | 13h00

Responsável por 80% da produção nacional de tomate industrial, Goiás foi escolhido pela Embrapa Hortaliças para iniciar um projeto de instalação do sistema de Produção Integrada para Tomate Indústria (Piti). As normas estão sendo testadas em 156 hectares, em Itaberaí, Leopoldo Bulhões, Goianésia e Morrinhos. Segundo a pesquisadora Geni Livtin Villas Bôas, coordenadora do projeto, as unidades-piloto validarão normas da produção integrada. Ela diz que também será validado o caderno de campo - planilha na qual o produtor anota os dados da cultura, como adubação, irrigação, doenças e pragas e pulverizações. Em Santa Catarina Produtores de Caçador (SC) também estão aderindo à produção integrada, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural e Santa Catarina (Epagri). "A padronização de normas de manejo, principalmente no uso de defensivos seletivos, dará mais segurança no consumo", diz o tomaticultor Antonio Dal Bosco, presidente da Associação dos Produtores de Tomates de Caçador. O pesquisador Siegfried Mueller, da Epagri, conta que a empresa tem 20 experimentos, entre eles o monitoramento para o controle de doenças. "O monitoramento da requeima já está concluído e o de alternária, em andamento." Experimentos Há dois anos a Epagri faz levantamento e controle de pragas e trabalha na condução vertical da planta, com fitilho (plástico) e mourões de arame. Neste ano, cinco experimentos são voltados para as melhores condução e adubação do tomate. O pesquisador destaca como práticas na produção integrada o plantio em fileira, no sentido leste-oeste. "As entrelinhas devem ficar sempre com sol, com pouca sombra, o que ajuda na fotossíntese e no desenvolvimento da planta." Outra prática é o plantio direto do tomate em cima da aveia verde, após florescida e granada. Para tanto, utiliza-se o mesmo tipo de plantadora de milho adaptada para abrir o sulco e colocar o adubo, onde será replantada a muda depois de duas semanas de repouso. "É importante não usar dessecante, para que a aveia fique mais tempo viva, ajude na cobertura do solo, impeça a erosão e favoreça a colheita." Muller conta que está começando a repassar as boas práticas agrícolas ao produtor, que só vai usar defensivos quando realmente necessitar, conforme o monitoramento de pragas e doenças, e as condições climáticas. Ele recomenda, também, a irrigação por gotejamento, sendo aconselhável a fertirrigação, e sugere que os pequenos produtores se organizem em associações para adequar-se às regra

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