Produção japonesa superar demanda, diz Banco Central

O Banco do Japão (BoJ) divulgou seu relatório econômico mensal para outubro nesta quarta-feira, mostrando que o gap de produção doméstica recuou para o território negativo, com excesso de oferta e baixa demanda, no intervalo entre abril e junho. A queda foi puxada pelo impacto do aumento de impostos sobre vendas, que entrou em vigor em abril.

Estadão Conteúdo

08 de outubro de 2014 | 07h15

O BoJ estima um gap na produção doméstica de -0,1% no segundo trimestre, piorando em relação ao aumento revisado de 0,4%, de uma leitura preliminar de 0,6%, no primeiro trimestre do ano, e -0,2% no último trimestre do ano passado. A economia do Japão registrou a primeira contração em dois trimestre entre abril e junho, com o produto interno bruto (PIB) real recuando 1,8% no período, com queda anualizada de 7,1%.

A piora no gap de produção doméstica tende a diminuir o ritmo de aumentos de preços ao consumidor, mas o BoJ espera que o gap pode melhorar no intervalo entre julho e setembro, quando se espera que a economia compense a queda e cresça numa taxa de cerca de 0,5%.

Após encerrar a reunião de política monetária na terça-feira, o conselho do BoJ revisou para baixo a avaliação da produção industrial após uma queda inesperada de 1,5% em agosto, causada pelo impacto que o aumento do imposto sobre vendas teve sobre a demanda doméstica.

No relatório de quarta-feira, o BoJ disse que espera que a produção industrial caia no terceiro trimestre. A fala representa uma perspectiva mais negativa na comparação com setembro, quando o BoJ disse que a produção industrial de modo geral, iria se manter estável no terceiro trimestre.

O governo estimou que a produção das fábricas vai compensar 6,0% em setembro na comparação mensal. Se confirmada, a produção deve cair 0,7% no terceiro trimestre, após uma queda acentuada de 3,8% no segundo trimestre.

"A produção industrial deve retomar seu crescimento moderado, apesar de mostrar certa fraqueza por enquanto", disse a autoridade monetária em relatório. Para o quarto trimestre, o BoJ afirmou que, embora as incertezas sobre a produção industrial continuem altas, o crescimento deve ser retomado.

O BoJ também revisou o seu panorama para os preços ao produtor, seguindo o recente enfraquecimento dos preços do petróleo. "Os preços ao produtor devem permanecer mais estáveis por enquanto", disse. A autoridade monetária no entanto, manteve a projeção de inflação para o curto prazo, estimando um aumento no núcleo do CPI de 1,25% na comparação anual. O BoJ ponderou, entretanto, que as recentes quedas no preço do petróleo vão aumentar temporariamente a pressão negativa nos preços, indicando que a inflação pode cair abaixo de 1% nos próximos meses. Fonte: Market News International.

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