Luis Ohira/Estadão
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coluna

Fernanda Camargo: O insustentável custo de investir desconhecendo fatores ambientais

Produtividade do Paraná cresce com uso de tecnologia

No centro-sul do Estado, produtores conseguiram transformar solos ‘rasos e pedregosos’ em terra fértil

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2017 | 05h00

No Paraná, algumas regiões também conseguiram elevar de forma expressiva a produtividade com o uso intensivo de tecnologia e muita pesquisa voltada à recuperação do solo. Os produtores do centro-sul do Estado, por exemplo, conseguiram transformar os solos “rasos e pedregosos” de Guarapuava e Ponta Grossa em terra fértil. “Hoje, soja, trigo, milho e a pecuária leiteira têm alta produtividade”, afirma o assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Gilson Martins. Segundo ele, um exemplo é a Cooperativa Agrária, uma referência em termos de organização.

Formada por descendentes alemães, a sociedade entendeu desde o princípio que precisaria investir em muita pesquisa para superar as dificuldades e conseguir produzir. “Eles compreenderam que a fertilidade do solo não se constrói de um ano para outro. Hoje, têm uma das melhores produtividades do Brasil.”

O oeste do Paraná é outra área bastante empreendedora e que tem diversificado a produção. Além da agricultura, a tecnologia é aplicada em avicultura e suinocultura e, mais recentemente, na piscicultura. Cafelândia, por exemplo, começou a fomentar a produção de tilápia e hoje detém toda tecnologia envolvendo o negócio. “Por causa desse projeto, a cidade virou um dos grandes fornecedores de alevinos e o Paraná, o maior produtor de tilápia”, afirma Martins.

Agricultura digital. O assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rogério Avellar, afirma que entre os grandes produtores de soja nas regiões de Sorriso e Primavera do Leste, em Mato Grosso, o que predomina é a agricultura de precisão. Hoje, numa mesma área, é possível elevar a produção de 55 para até 70 sacas de soja por hectare usando tecnologias específicas e correção da fertilidade do solo. Por meio de sensores e captação de imagens por satélite, consegue-se saber onde e quanto usar de sementes, corretivos e fertilizantes. “O investimento inicial é alto, mas calculamos que cerca de 70% dos grandes produtores já usam essas tecnologia.”

O Matopiba, diz Avellar, já começou num outro patamar, com tecnologia mais avançada. O técnico afirma que, hoje, o País está numa fase em que o médio produtor começa a aderir a essas tecnologias, entre eles produtores de cana de São Paulo, Goiás e Triângulo Mineiro.

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