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Produtividade do trabalho puxará PIB per capita, diz IPEA

Mercado de trabalho não terá capacidade de expandir as taxas de ocupação no mesmo nível dos últimos dez anos, avalia estudo

Laís Alegretti, Agência Estado

05 de setembro de 2013 | 11h56

BRASÍLIA - O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro será determinado, nos próximos anos, pelo desempenho da produtividade do trabalho no País.

A 28ª edição do boletim Radar: tecnologia, produção e comércio exterior, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quinta-feira, 5, aponta que o Brasil dependerá dos níveis de produtividade porque, ao contrário dos últimos anos, as taxas de ocupação não devem ter aumento significativo. A capacidade de produzir mais com a mesma quantidade de recursos disponíveis também será essencial para o desempenho externo do País, indicam os pesquisadores.

Nos últimos dez anos, diferente do que deve ocorrer daqui para frente, o aumento da quantidade de pessoas em atividade foi importante para o resultado. O PIB per capita cresceu, na década de 2000, de forma mais acelerada que a produtividade do trabalho. Isso só foi possível, segundo a pesquisa, porque entre 30% e 50% desse crescimento pode ser explicado pelo aumento das taxas de ocupação e de participação no mercado de trabalho.

Os dados que medem a produtividade do trabalho na indústria brasileira de 2007 a 2010 apontam que o setor de transformação teve crescimento de apenas 5,67%. A maior queda no grupo foi da metalurgia, de 12,12%.

Como destaque positivo na indústria da transformação está a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 157,4%. O desempenho da indústria extrativa, por outro lado, foi melhor, com taxa de crescimento de 19,17%. O destaque, nessa categoria, é a extração de petróleo e gás natural, com 82,24%.

Entraves

Outro estudo divulgado pelo Ipea coloca que são fundamentais políticas que ajudem a identificar os entraves ao aumento da produtividade. "O desenho destas políticas requer diagnósticos mais aprofundados, incluindo a evolução da produtividade em nível setorial e por firma, diagnósticos de falhas de mercado e aspectos institucionais que impeçam a alocação de fatores para as firmas mais produtivas", informa o documento.

O artigo aponta, ainda, que a base de dados sobre tempo de estudo usada com maior frequência subestima a escolaridade brasileira nas décadas de 1970 e 1980. Por isso, as estimativas de capital humano para o período são subestimadas. Na comparação internacional, a Produtividade Total dos Fatores (PTF) do Brasil evoluiu muito pouco ao longo dos últimos cinquenta anos, enquanto países como Estados Unidos, China e Coreia do Sul tiveram avanços "consideráveis".

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