Produtividade dos EUA é fruto de flexibilidade econômica

A grande performance produtiva dos Estados Unidos tem sido fortificada não só pelo grande uso de computadores e outras tecnologias como também pela flexibilidade econômica, disse nesta sexta-feira o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke. Estas foram umas das declarações do chefe do Fed, oferecidas para explicar porque a produtividade desde 1995 cresceu em um significante grau de rapidez, superior ao atingido nas duas décadas anteriores. Suas observações vieram em uma cerimônia para estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, onde Bernanke concluiu seu PHD em Economia, em 1979."A atual revitalização da produtividade ainda possui algumas arestas, já que os benefícios econômicos trazidos pelas recentes mudanças tecnológicas ainda não foram completamente entendidos", disse. Produtividade - a soma de trabalho produzido por cabeça - é a chave para o crescimento econômico vigoroso a longo prazo. Bernanke assumiu a chefia do Fed depois que o então presidente, Alan Greenspan, se aposentou. Juros Nessas declarações, Bernanke não falou sobre o curso futuro dos juros. Em um discurso que sacudiu mercados financeiros pelo mundo todo, Bernanke, na última segunda-feira, lançou um aviso austero contra a inflação. Ele disse que seu aumento não é bem vindo e planejou tomar medidas preventivas contra sua disseminação na economia. Investidores e economistas viram isso como um forte sinal de que os juros vão se mover mais para cima durante este mês. Ao longos dos últimos dois anos, o Fed aumentou os juros 16 vezes, cada um em 0,25 ponto porcentual. Outro aumento de 0,25 ponto porcentual, que fará a taxa de juros ficar em 5,25% ao ano, é agora esperada para a próxima reunião do Fed, que será feita entre os dias 28 e 29 de junho. As altas podem continuar, dependendo de como a inflação se comportar.

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