Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Produtividade do trabalho é tema de debate online do 'Estadão' com pesquisadores da FGV

Seminário, que acontece às 10h desta quinta-feira, vai abordar como a baixa qualidade do trabalho resulta diretamente no pouco crescimento da economia

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2021 | 05h00

RIO - Quando a pandemia de covid-19 se abateu sobre a economia, o mercado de trabalho vinha numa trajetória de expansão marcada pela baixa qualidade, em recuperação após a crise de 2014 a 2016. Essa baixa qualidade dificulta avanços na produtividade do trabalho, um dos motivos para a economia brasileira ficar presa numa armadilha de baixo crescimento. Para debater os problemas estruturais que mantêm o crescimento de produtividade baixo, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) promove nesta quinta-feira, 16, às 10 horas, o seminário on-line “Produtividade e Mercado de Trabalho”, organizado em parceria com o Estadão.

Estudos reunidos no Observatório da Produtividade Regis Bonelli, mantido pelo Ibre/FGV, já vinham apontando para a relação entre má qualidade do mercado de trabalho e baixa produtividade. Na recuperação após a recessão de 2014 a 2016, chegou até a haver queda na produtividade – o que é incomum em ciclos de crescimento econômico, ainda que muito baixo, como foi o caso desse período de 2017 a 2019. Entre as explicações para o fenômeno, sugeridas pelos estudos do Ibre/FGV, estava a má qualidade do mercado de trabalho.

Renda

A má qualidade é marcada pela geração de ocupações de baixa remuneração em atividades pouco produtivas. Um dos estudos do Ibre/FGV aponta que, entre 2012 e 2019, apenas seis ocupações (como vendedores de lojas, vendedores ambulantes e motoristas, entre outros) concentraram a criação de 5,25 milhões de postos de trabalho, mais do que o crescimento agregado da população ocupada, que somou 4,4 milhões de postos de trabalho a mais. São trabalhos marcados por maior vulnerabilidade, com salários menores do que a média e muitas vezes informais.

Além dos problemas estruturais que favorecem essa dinâmica no mercado de trabalho, os pesquisadores Fernando Veloso, Fernando de Holanda Barbosa Filho e Silvia Matos tratarão também dos efeitos da pandemia. A crise causada pela covid-19 atingiu com mais força essas ocupações mais vulneráveis, nas quais houve maior fechamento de postos, justamente porque são funções associadas à prestação de serviços que requerem contato pessoal. O debate será mediado por Adriana Fernandes, jornalista do Estadão em Brasília. Clique aqui para mais informações.

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