Produtor brasileiro sustenta preço do café em NY

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h09

A decisão dos cafeicultores brasileiros de segurar as vendas à espera de preços mais altos sustentou as cotações da commodity ontem na Bolsa de Nova York. O café foi um dos únicos produtos a terminar em alta na bolsa americana. O contrato para entrega em dezembro do grão arábica subiu 1,05%, fechando cotado a 177,50 centavos de dólar por libra-peso.

O Brasil, maior produtor mundial dessa variedade, espera uma safra recorde neste ciclo, o que deveria pesar sobre as cotações. No entanto, os produtores estão vendendo de forma disciplinada, dando suporte aos preços. "Os agricultores brasileiros estão capitalizados e não estão vendendo com pressa. A meta de preço deles deve estar perto de 180 centavos de dólar por libra-peso", informou o banco Rabobank.

O algodão também encerrou com lucro de 0,92%. Já o cacau caiu 2,01%, com pressão de chuvas favoráveis em grandes países produtores como Costa do Marfim e Gana. O açúcar recuou 3,03% e o suco de laranja, 2,01%.

Na Bolsa de Chicago, os grãos terminaram em baixa. Soja e milho foram pressionados pela chegada da safra americana ao mercado e pelo embolso de lucros por investidores. A oleaginosa caiu 1,74% e o grão recuou 1,07%. Além disso, pesa sobre as cotações do milho o racionamento da demanda por causa dos preços altos.

O trigo caiu 1,65%, com uma procura menor pelo produto americano e previsões de chuvas favoráveis ao plantio da safra de inverno nos Estados Unidos e ao desenvolvimento das lavouras na Austrália.

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