Produtor de cana-de-açúcar pede intervenção estatal

Produtores de cana-de-açúcar pediram hoje ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a intervenção do governo no setor sucroalcooleiro para garantir renda e evitar a saída do agricultor da cultura. Apesar de falar em intervenção e elogiar a época do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), quando o governo definia até a quantidade de açúcar e álcool produzida pelas usinas, os agricultores negam a defesa pela volta da autarquia, criada em 1939 e extinta em 1990."Quando o IAA fechou não havia produtor de cana endividado, só usinas, mas se eu defender a volta do instituto eu vou ser massacrado. Por isso só queremos o cumprimento da lei que determina que o processamento de 60% da cana-de-açúcar nas usinas seja de fornecedores independentes e que o governo tenha uma intervenção mínima para garantir a renda", disse Antonio Celso Cavalcanti, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que se reuniu hoje com o ministro da Agricultura.Cavalcanti criticou ainda o processo de concentração de usinas em poucos grupos econômicos e o aumento do número de empresas estrangeiras na produção de açúcar e álcool no País. O presidente da Feplana considerou errados os parâmetros para o cálculo do Consecana, índice que determina o pagamento do produtor adotado em São Paulo e que é definido por uma série de variáveis, entre elas o preço do açúcar e do álcool nos mercados nacional e internacional.

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