Produtor de frango dá férias coletivas

Alto custo da ração reduz produção, diz empresa

ROBERTO DUMKE, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h07

O frigorífico Itabom deu férias coletivas a 200 funcionários em Arealva, interior de São Paulo. O aumento de custo da ração dos frangos, composta principalmente por soja e milho, inviabiliza o negócio e é causa da queda na produção, de acordo com a empresa.

"Tomamos a decisão (de conceder férias coletivas) de forma preventiva, aguardando providências do governo federal no que diz respeito ao grande escoamento de grãos para a exportação, o que aumenta o custo da produção", ressalta o presidente da Itabom, Pedro Poli.

Apesar das boas safras dos grãos no Brasil, os avicultores têm passado por dificuldades por causa das cotações recordes de soja e milho decorrentes da seca no meio-oeste dos Estados Unidos. O frigorífico paulista já havia reduzido sua produção em 20% com o fechamento de uma unidade em Bariri, interior de São Paulo, no início do ano. Com o recente aumento dos custos, reduziu sua demanda por aves em 17%.

Segundo a empresa, a saca de milho que custava R$ 21 hoje é adquirida por R$ 37 e a soja, que custava R$ 600 por tonelada, atinge R$ 1,5 mil. Os dois grãos constituem 70% da ração das aves. Pedro Poli teme que a crise cause danos ao setor se o governo não intervir. "Chegamos a um ponto em que não é mais possível suportar a alta de custos e medidas devem ser tomadas para reverter esse cenário."

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