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Produtores de aves querem negociar com Brasil Foods

Os seis mil criadores de frango da Sadia e Perdigão querem aproveitar fusão para discutir benefícios

AE, Agencia Estado

24 de maio de 2009 | 09h27

Os 6 mil produtores integrados da Sadia e da Perdigão em Santa Catarina querem negociar mais benefícios sociais e financeiros com a Brasil Foods (BRF), gigante formada pela união de Sadia e Perdigão. Espalhados por 80 municípios do oeste catarinense, eles criam cerca de 50 milhões de aves, produção maior que a de países como o México, quinto produtor mundial. A região concentra 56% da produção nacional.

 

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Com a união das duas empresas, a BRF vai administrar o que o presidente da Cooperativa Regional dos Produtores de Aves e Suínos (Cooperavisu), Orestes Guerreiro, chama de "um país" de frangos. "O momento é oportuno para replanejar o sistema de integração", diz Guerreiro. A entidade, com sede em Joaçaba, congrega os 3 mil integrados da Perdigão, mas Guerreiro já foi procurado pelos parceiros da Sadia, que ainda não têm representação. "Nenhum integrado vai ficar órfão. Assim que unirmos os dois grupos, vamos pedir a extensão do plano de benefícios a todos os integrados."

Apenas os parceiros da Perdigão têm plano de saúde com cobertura nacional e seguro contra danos nos aviários, conquistas da cooperativa bancadas pela empresa. "Se cabe no orçamento da Perdigão, caberá no da BRF", avalia Guerreiro. Ele quer que a nova empresa adote política única de preços para remunerar os integrados, usando a tabela mais elevada, e mais investimento para estimular a automação dos aviários.

Placas instaladas na entrada dos sítios indicam a "bandeira" do integrado. Os domínios da Sadia se estendem de Concórdia, sede da companhia, com 70 mil habitantes, até Chapecó, com 200 mil, atingindo um raio de 100 km. São frigoríficos, incubadoras, silos e fábricas de ração que alimentam também os plantéis de perus e suínos da empresa.

O território da Perdigão começa nos municípios de Vargem Bonita e Jaborá, e segue até Videira, de 50 mil habitantes, onde a empresa nasceu e mantém a maior fábrica de rações do grupo e um abatedouro para 8 milhões de aves por mês. Outra unidade, para 13,2 milhões de abates, fica em Capinzal, que está entre as dez cidades com maior arrecadação de Santa Catarina.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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