Produtores de maçã querem abrir mercado asiático

Os produtores de maçã querem abrir o mercado asiático à fruta brasileira. A chegada do produto aos países da região depende, contudo, de acordos fitossanitários e de análise de risco entre os governos, explica o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Luiz Borges Júnior. A rastreabilidade da fruta ainda é uma exigência restrita a alguns mercados. Os ingleses, escandinavos e alemães têm exigido a medida, conta o dirigente. No mercado brasileiro, além da redução do poder aquisitivo dos consumidores, a tributação também é vista como um obstáculo ao aumento das vendas. A maçã é a única fruta que paga ICMS, diz Borges. As demais frutas também deveriam descontar o imposto, mas recebem diferimento. Como a maçã está concentrada nos Estados do Sul - SC e RS respondem, juntos, por 97% da produção nacional -, é difícil obter acordo para diferir o ICMS do produto no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), observa o dirigente. Os impostos representam 14,30% do preço pago ao produtor. No final da cadeia produtiva, o peso da tributação passa de 35%, diz Borges. No final da safra passada, os preços chegaram a R$ 1,20 por quilo da fruta fresca. O custo de produção no pomar está em R$ 0,41 por quilo, mas a fruta fica refrigerada por alguns meses depois da colheita até a venda.

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