Produtores de suínos dos EUA pedem ajuda ao governo

Os produtores de suínos dos Estados Unidos, que vêm perdendo dinheiro desde o final de 2007, pediram na segunda-feira que o Departamento de Agricultura do país compre o equivalente a 150 milhões de dólares em carne, dos quais 50 milhões seriam adquiridos imediatamente mesmo que o USDA tenha dito que não tem dinheiro para isso.

BOB BURGDORFER, REUTERS

17 de agosto de 2009 | 19h56

O setor culpa pelas perdas a recessão global que prejudicou as vendas de carne no país e no exterior e a gripe H1N1, também chamada de suína. A gripe tem assustado consumidores e provocou proibições às exportações de carne suína norte-americana mesmo que a doença não seja propagada pelos animais nem pela carne suína.

O Conselho Nacional de Produtores de Porcos (NPCC) disse a repórteres na segunda-feira que pediu ao USDA que compre imediatamente o equivalente a 50 milhões de dólares para programas federais de alimentos, outros 50 milhões mais tarde usando dinheiro das tarifas sobre bens importados e os 50 milhões restantes no ano-fiscal de 2010, que começa em 1o de outubro.

Além disso, o NPPC pediu 100 milhões de dólares para controle de doenças, vacinas e suporte do setor industrial. Essa quantia viria de uma apropriação de 1 bilhão de dólares para combater a gripe H1N1.

"Estamos começando a ver produtores desistirem do negócio. Estamos enfrentando a perda de dezenas de milhares de empregos, e no final das contas preços mais altos de alimentos neste país", disse Don Butler, presidente do NPPC, em teleconferência com jornalistas.

O pedido da indústria por assistência foi feito no momento em que o USDA diz que não tem dinheiro para realizar tais aquisições.

"Limitamos o financiamento restante por causa de restrições impostas pela Lei Agrícola de 2008", disse na semana passada Justin DeJong, subsecretário de imprensa do USDA.

"Devido às condições econômicas, o valor de pedidos para compras de commodities supera de longe a quantidade de financiamento restante, mas vamos continuar a monitorar os desenvolvimentos do mercado e tomar decisões de acordo", disse ele.

Nos últimos meses, o USDA adquiriu carne, laticínios e outros produtos para ajudar as indústrias prejudicadas pela desaceleração da demanda e pelo excesso de oferta.

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