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Produtores de vinho preparam política setorial

A cadeia produtiva do vinho definiu hoje, durante reunião em Bento Gonçalves, no nordeste gaúcho, a formação de grupos de trabalho que irão fornecer subsídios para uma política de desenvolvimento da vitivinicultura e para a atuação do Brasil junto à Organização Internacional de Vinhos (OIV). O objetivo, com as duas frentes de ação, é aumentar a qualidade da produção nacional e sua inserção no mercado mundial, explicou o diretor do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura, Odilson Luiz Ribeiro e Silva. O Brasil já tem representantes na assembléia geral da OIV, com sede em Paris, mas nos grupos de trabalho que compõem a entidade sua atuação era informal até agora, disse Silva. Com a indicação dos delegados brasileiros para 12 grupos e duas subcomissões da OIV, que será formalizada em portaria, a intenção é fazer com que a atuação seja contínua, em vez de esporádica. Para a definição de uma política setorial, o Ministério da Agricultura já elaborou um diagnóstico preliminar, que será submetido à discussão no setor dentro dos grupos de trabalho, disse Silva. Depois disso, serão levantados obstáculos que interferem no mercado e, por último, o setor definirá suas metas. Alta qualidadeO Brasil está formando uma comissão de especialistas que irá selecionar uma lista de vinhos de excepcional qualidade. Os primeiros cinco integrantes da comissão foram indicados hoje, durante reunião da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul, promovida pelo Ministério da Agricultura. Estes produtos terão vantagens na importação, disse o diretor do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura, Odilson Luiz Ribeiro e Silva. Ele observou que os vinhos incluídos na lista são raros e receberão benefícios de ordem administrativa para ingresso no Brasil, visando facilitar o acesso a produtos de alta qualidade. A comissão deverá ser completada com mais quatro ou seis membros.

Agencia Estado,

03 de maio de 2002 | 14h46

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