Produtores defenderão o camarão brasileiro

Após o encerramento da rodada da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, o Brasil se prepara para mais um round nas negociações internacionais, dessa vez em defesa do camarão nacional. O palco será o balneário de Cabo de São Lucas, novamente no México, onde acontece em novembro o "Global Shrimp Outlook 2003", que reunirá os maiores produtores mundiais do crustáceo.No encontro, americanos e representantes de outros 12 países estarão em lados opostos na mesa de negociação. Tailândia, Índia, Vietnã, México, Equador, China, Indonésia e Brasil estão nesse grupo. A expectativa é que os produtores americanos entrem com uma petição no Ministério do Comércio dos Estados Unidos na segunda quinzena de outubro alegando que países como o Brasil praticam concorrência desleal, comercializando o crustáceo a preços muito abaixo dos praticados pela indústria local.O Brasil é recordista na produção de camarão: 6.500 quilos por hectare. O custo de produção no Brasil oscila entre US$ 3,00 e US$ 3,50 por quilo, ante US$ 6,00 por quilo nos EUA. O Brasil exporta para o mercado americano camarão sem cabeça, cerca de 50% do total comercializado pelo País. Para 2003, a estimativa é que o Brasil produza 90 mil toneladas do crustáceo.

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