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Produtores dos principais grãos terão prejuízo em 14/15, diz Agroconsult

A última vez que houve prejuízo foi em 2009/10, de R$ 13,8 bilhões, disse a Agroconsult

REUTERS

08 de setembro de 2014 | 17h56

Os produtores brasileiros de soja, milho, trigo e algodão vão acumular um prejuízo de quase 2 bilhões de reais na temporada 2014/15, depois de pagarem todos seus custos e investimentos, avaliou nesta segunda-feira a consultoria Agroconsult.

O faturamento com estas quatro culturas deverá cair para 108,32 bilhões de reais em 2014/15, ante 112,66 bilhões em 2013/14, em meio a uma ampla oferta global, colheitas abundantes no Brasil e em outros países produtores e uma forte retração nos preços.

Ao mesmo tempo, haverá um aumento de custos.

Desta forma, o resultado da temporada será de 1,98 bilhões de reais negativos, ante 4,15 bilhões de lucro em 2013/14 e 10,75 bilhões de reais em 2012/13. A última vez que houve prejuízo foi em 2009/10, de 13,8 bilhões de reais, disse a Agroconsult.

O cálculo inclui os desembolsos com insumos, mão de obra, operações, administração, arredamento, depreciações, amortização de dívidas, terras e investimentos.

"Está muito próximo de um ano ruim", disse o analista Marcos Rubin, em uma teleconferência com a imprensa.

Segundo ele, os valores negativos deverão ser cobertos por poupanças feitas pelos produtores em anos anteriores ou pelo aumento do endividamento.

O analista não apresentou dados comparáveis de rentatilidades das quatro culturas, mas a sinalização é de que o negócio de soja, pelo menos, fechará o ano no positivo, embora com ganhos em queda.

O milho, que deverá perder área para a soja no verão, está no menor preço em quatro anos no mercado brasileiro.

A Agroconsult indicou anteriormente que o algodão terá rentabilidade maior que o setor de milho, para os produtores que tiverem condições de apostas na pluma, como maquinário disponível, em 2015.

Já o trigo tem um cenário de safra recorde no Brasil de cerca de 7,5 milhões de toneladas, em 2014, o que pressiona os preços.

(Por Gustavo Bonato)

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