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Produtores fazem 'vaquinha virtual' para campanha inédita de fomento à laranja

Os produtores conseguiram arrecadar R$ 50 mil com doações mínimas de R$ 200 para a campanha a ser veiculada na televisão brasileira nos próximos dois meses

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2016 | 13h25

RIBEIRÃO PRETO - Enquanto as principais associações de citricultores e da indústria de suco de laranja trocam acusações há décadas, produtores da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) decidiram fomentar, por conta própria, uma campanha inédita no País para incentivar o consumo da fruta e da bebida. Após um debate surgido em grupo no aplicativo WhatsApp, os produtores conseguiram arrecadar R$ 50 mil em uma "vaquinha virtual", com doações mínimas de R$ 200, para a campanha a ser veiculada na televisão brasileira nos próximos dois meses.

O valor é quase 500 vezes menor que o de US$ 7 milhões (em torno de R$ 24,5 milhões) investidos pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) para aumentar o consumo de suco na Europa, principal mercado da bebida brasileira, cujas exportações totais movimentam US$ 2 bilhões por ano. Segundo o presidente da ABCM, Emílio Fávero, um spot publicitário será exibido pela Rede Record a partir do dia 13 e, por conta dos meses mais frios, o primeiro vídeo da campanha mostrará que a vitamina C da fruta ajuda na prevenção a doenças como gripes e resfriados.

Na propaganda institucional à qual o Broadcast Agro teve acesso, além dos apelos à saúde, é mostrada uma família consumindo laranja e diversos produtos feitos da fruta. Fávero informou que outro vídeo com o tema relacionado à Olimpíada será produzido. "Além disso, a ideia é tornar a campanha perene, com veiculações sempre no começo e no meio de cada ano". Para isso, o presidente da ABCM espera que o grupo de apoiadores aumente, como ocorreu com o criado no WhatsApp e que se transformou no provedor da campanha.

"Inicialmente tínhamos cerca de 20 produtores, o grupo foi crescendo e chegou a 150 representantes do setor", disse. "Após o blábláblá de sempre sobre a necessidade de fomentar o consumo, a ideia da campanha prosperou com a vaquinha virtual. Agora vamos tentar uma verba mais fixa para ampliar essa campanha", concluiu.

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