Produtores pedem ajuda ao governo para elevar oferta de álcool

Como forma de elevar a oferta interna de álcool, pequenos e médios produtores de cana-de-açúcar querem que o governo federal crie mecanismos que permita a eles o processamento da matéria-prima. Esse é um dos temas abordados na reunião da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que ocorre nesta terça-feira, em Brasília. "A idéia é estimular pequenos e médios produtores, no sentido de colaborar com o suprimento da demanda de álcool, geração de empregos e renda", explicou o presidente da comissão, Edison José Ustulin.Atualmente, os produtores rurais respondem por apenas 25% da cana-de-açúcar que é levada às destilarias para a fabricação do álcool. Há 15 anos, os produtores forneciam metade da cana que era moída nas usinas. O mecanismo garantiria maior geração de empregos, pulverização da oferta e aumento da concorrência, ajudando a equilibrar preços, argumentou Ustulin. As informações são da assessoria de imprensa da CNA. Ele também lembrou do benefício social, com a maior oferta de emprego e renda no campo, a sugestão visa dar maior regularidade à oferta de álcool, tanto em relação ao mercado interno quanto às exportações.Uma das propostas da CNA é a de criar usinas que produzam de 5 mil a 10 mil litros de álcool por dia, o que exigiria uma produção de 11 mil A 22 mil toneladas de cana-de-açúcar, respectivamente, por safra. Na prática, uma usina pequena poderia beneficiar cerca de 15 produtores, cada um deles destinando apenas 10 hectares de sua propriedade ao cultivo da cana. Hoje, no Brasil, uma usina de médio porte de álcool processa 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar por safra, o que representa uma área de 20 mil hectares.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.