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Produtores reduzem previsão para safra de cana

A colheita enfrenta problemas como excesso de chuva e pragas

Agnaldo Brito, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2017 | 00h00

A maior safra de cana da história do País terá uma quebra de 2% na produção agrícola e uma redução de 3,9% no rendimento industrial. Os dados foram apresentados ontem pela União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica). Segundo Marcos Jank, presidente da Unica, a redução deverá afetar apenas a produção de açúcar. O setor mantém a previsão de aumento da produção de álcool para o mercado interno.O excesso de chuva, a alta incidência da broca da cana (uma praga da cultura) e a ampliação da colheita mecanizada foram os motivos apontados para a quebra da produção. ''''O problema da broca da cana foi provocado pelo relaxo dos produtores. Achávamos que estava controlada e relaxamos. No próximo ano, o setor terá de retomar o controle biológico'''', diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica. Para ele, a praga foi o principal fator de quebra da produtividade agrícola e industrial.As usinas do Centro-Sul irão processar 10 milhões de toneladas a menos nesta safra. A previsão inicial indicava o esmagamento de 420 milhões de toneladas. O número foi revisado para 410 milhões de toneladas.MENOS AÇÚCARA redução da colheita não atingirá a produção de álcool. Segundo a Unica, a produção de açúcar é que será afetada. Na safra passada, a região produziu 25,79 milhões de toneladas do produto e estimava uma quantidade de 27,5 milhões de toneladas agora. O plano mudou.Até o fim do ano, as unidades do Centro-Sul produzirão 25,1 milhões de toneladas. Desse total, 16,5 milhões de toneladas serão exportadas. No caso do etanol, a situação será inversa. A Unica informou que a previsão inicial para produção de 18,6 bilhões de litros de álcool está mantida. Na revisão, a Unica sustenta que produzirá 18,5 bilhões de litros.Neste ano, as exportações de álcool serão menores, baixarão de 3,4 bilhões para 3,1 bilhões de litros. Com isso, a sobra de álcool para o mercado brasileiro atingirá 15,4 bilhões de litros - 2,9 bilhões de litros a mais do que foi ofertado no mercado interno na safra 2006/2007.A expansão de consumo, no entanto, poderá consumir todo este álcool. Mais de 80% dos carros vendidos no Brasil são bicombustíveis, e o baixo preço do álcool na bomba é um excepcional estímulo para que a maior parte desta frota use etanol. Em São Paulo, cresceu o número de postos com preços de álcool abaixo de R$ 1. A Unica avaliou que 95% dos preços de álcool no País estão abaixo de 65% do valor da gasolina. Neste caso, os consumidores gastam menos ao substituir a gasolina pelo álcool. Esta situação elevou nas últimas semanas a demanda pelo etanol. O consumo mensal da região Centro-Sul, que era de aproximadamente 1 bilhão de litros por mês, subiu para 1,3 bilhão de litros.

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