Produtos siderúrgicos puxam inflação acumulada no atacado

A alta de preços dos produtos siderúrgicos foi um dos grandes formadores da inflação no atacado este ano. Segundo o levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base no Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro, a pedido da Agência Estado, dos cinco produtos que tiveram as maiores influências positivas na formação do Índice de Preços por Atacado Disponibilidade Interna (IPA-DI) de janeiro a setembro, quatro eram do setor de siderurgia. De acordo com a FGV, o ferro gusa para fundição, com variação positiva de preços de 87,64%, está em primeiro lugar entre as cinco principais influências positivas na formação do IPA-DI, que acumula elevação de 12,31% no período medido pelo índice. "Não foi só um grande aumento de preço, é um aumento qualificado", explicou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. "O produto não só subiu de preço, como tem peso significativo no índice, o que aumenta sua influência no indicador", explicou. Em segundo lugar entre os que mais se destacaram na inflação medida pelo IPA-DI, estão as chapas grossas, com alta acumulada de 61,13%. Em terceiro, está o único item que não é do setor siderúrgico, entre as cinco principais influências do IPA-DI acumulado: o leite in natura, que tem variação positiva de 19,43% de janeiro a setembro desse ano. O Leite é seguido por placas de aço comum, com elevação de 80,62%, e por chapas finas, que registra aumento de preços de 49,48% nos nove primeiros meses do ano. Influência negativaSe os siderúrgicos foram responsáveis pelo aumento, os produtos agrícolas puxaram a redução do patamar de inflação medida pelo IPA-DI. Os produtos agrícolas ocupam todas as cinco principais influências negativas na formação do índice. Segundo a FGV, a soja foi o produto com a principal influência negativa na formação do IPA-DI, com variação negativa de preços de 17,67%. O Arroz em Casca, com recuo 23,13%, ocupa a segunda posição entre as cinco principais influências negativas na formação do índice, seguido por Arroz Beneficiado, com queda de preços de 16,14%; por Bovinos, com variação negativa de 2,79%; e por Laranja, que acumula recuo de 25,06%.Inflação do VarejoA menor variação de preços de arroz, laranja e até mesmo de aparelhos de telefone celular contribuiu para puxar para baixo a inflação no varejo, de janeiro a setembro desse ano, medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI). Segundo a FGV, o arroz branco e a laranja pêra ocupam as primeira e segunda posições de principais influências negativas na formação do Índice de Preços ao Consumidor Disponibilidade Interna (IPC-DI) de janeiro a setembro desse ano (5,11%). Os itens acumulam recuos respectivos de preço de 11,43% e de 14,08% no período. Por sua vez, o aparelho de telefone celular foi a terceira principal influência negativa na formação do IPC-DI acumulado de janeiro a setembro, com variação negativa de preços de 10,36%. Em quarto lugar está o produto Sardinha Fresca que teve variação negativa de 26,54%, seguida por arroz parboilizado, que tem recuo de preços de 10,90% no mesmo período.

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