Produtos temáticos dão novo estímulo aos ETFs
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Produtos temáticos dão novo estímulo aos ETFs

Necessidade de diversificação, vantagens tributárias e custos menores elevam a atratividade do produto que ganha espaço nas carteiras de investimento

Itaú Personnalité, Estadão Blue Studio
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27 de junho de 2021 | 08h00

As ações são, de longe, o ativo mais conhecido negociado na Bolsa de Valores, a B3. Montar uma carteira de ações eficiente não é tarefa simples; exige que o investidor faça uma análise do desempenho dos papéis no pregão e também das empresas, olhando dados do balanço e da gestão. Já nos fundos de investimento, uma única cota dá ao investidor acesso a blocos de ativos como ações ou papéis de dívida selecionados por um gestor profissional.

Entre esses dois mundos há um produto híbrido, que ‘mistura’ um pouco das duas alternativas de investimento, o Exchange Traded Fund (ETF), que são fundos de índice negociados em Bolsa. Com potencial de crescimento do investidor no Brasil, os ETFs vivem neste ano uma segunda onda, estimulada pelos produtos temáticos, após o forte crescimento de 2019, um ano após o regulador autorizar a emissão de ETFs de Renda Fixa (RF).

Para Renato Eid, superintendente de Estratégias Betas & Investimentos da Itaú Asset, que foi pioneira ao lançar o primeiro ETF no País em 2004, o longo período em que os ETFs foram deixados de lado tem causas multifatoriais. “O regulador ter permitido, além de ETF de Renda Variável (RV), que também pudéssemos criar ETF de RF ajudou a elevar as ofertas do produto. Iniciativas de educação financeira, ao lado da Selic baixa que recomenda que o investidor diversifique os investimentos, também são fatores importantes neste movimento”, comenta Eid.

O Patrimônio Líquido (PL) dos ETFs negociados na B3 saltou de R$ 11,76 bilhões, em 2018, para os atuais R$ 46,3 bilhões registrados em junho, quadruplicando os recursos dos investidores destinados ao produto. Na mesma base de comparação, o número de ETFs disponíveis foi de 16 para 43 produtos, incluindo ETF de RV e de RF, atrelados a algum índice como de ações, preços, juros, câmbio e até de criptoativos.

A crescente oferta de ETFs diversificados, na visão de Eid, colabora na conquista de espaço do produto que pode ter um papel importante na composição de uma carteira de investimento saudável. “Sempre gosto de reforçar que o retorno não deve ser o primeiro passo na busca de determinado produto. Deve-se olhar se o produto faz parte de seu objetivo e qual a contribuição para seu portfólio”, explica Eid, acrescentando que o desafio do gestor é promover alternativas eficientes em termos de custo, agilidade operacional e transparência para o investidor diversificar o portfólio.

A Itaú Asset hoje tem 18 ETFs – quatro de RF e o restante de RV – e quatro deles foram lançados agora em junho, dentro da nova tendência de produtos temáticos. Para o especialista de Portfólio da Itaú Asset, Caique Cardoso, o mercado de ETF vem amadurecendo e buscando novas teorias de composição de carteiras, o que colabora para maior atratividade do produto. “O investidor brasileiro está começando a entender o que é um produto híbrido, como o ETF, e as vantagens que oferece na diversificação do portfólio e no acesso à Bolsa”, explica Cardoso.

Em defesa da importância de formar e informar o investidor, o especialista destaca as vantagens de conhecer os benefícios tributários dos ETFs de RF, quando comparado com fundos RF. “Nos fundos RF, só depois de dois anos o investidor paga a menor alíquota de Imposto de Renda (IR), enquanto no ETF se a carteira tiver prazo médio acima de 2 anos o investidor já entra no produto com o benefício de recolher 15%.” Nos ETFs geridos pela Itaú Asset, houve o cuidado de montar estruturas que tenham este prazo médio e que são rebalanceadas sempre que necessário.

Investimentos Temáticos em alta

Uma das tendências fortes no mundo dos investimentos, já consolidada no exterior e que agora ganha corpo no Brasil, é a estruturação de produtos temáticos. São alternativas de investimentos que podem estar associadas a temas atuais, como responsabilidade social, inovação genética, tecnologia e blockchain, sempre buscando capturar tendência, conforme explica Caique Cardoso. “No investimento tradicional você olha exposição a um setor, ou a um mercado, mas, quando pensamos em produtos temáticos, a busca é por oferecer uma tendência, é uma visão mais de ecossistema.” Os novos ETFs da Itaú Asset já estão alinhados a esses movimentos.

Um dos produtos, destacado pelo especialista, é o ETF MILL11, que visa capturar novidades ligadas à geração millennial (Veja o boxe). “Lá fora, quando se fala em investimento, além de Bolsa, inflação, prefixado ou pós, também se mencionam os temáticos, que já entraram na rotina e fazem parte de uma alocação estrutural. É uma das indústrias que mais cresceram nos últimos cinco anos, três vezes mais que outros produtos”, diz Cardoso.

De millennials a empresas de bioinformática

Em linha com o movimento global de estruturação e lançamento de produtos temáticos, que capturem tendências, a Itaú Asset ampliou a oferta de ETFs, os fundos de índices negociados na B3, com esta característica. São produtos cujas carteiras buscam identificar empresas que se beneficiam de mudanças de comportamento ou de expectativas da sociedade, por exemplo.

No ETF MILL11, que foca em companhias de serviços e produtos consumidos pela geração dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996), o investidor tem acesso a papéis de gigantes como Apple, Amazon, Facebook, entre outras. “O ETF MILL11 busca capturar tendências desta geração em termos de hábitos e produtos que consome investindo em companhias que façam parte deste ecossistema”, explica Caique Cardoso, especialista em Portfólio da Itaú Asset, que lançou este ano mais quatro ETFs temáticos.

No ETF TECK11, produto de RV, é replicada a carteira do NYSE FANG+™, índice que persegue as dez empresas de tecnologia mais negociadas na Bolsa de Valores americana. Outro produto, ligado a empresas de tecnologia, é o ETF HTEK11, voltado a companhias tecnológicas com impacto positivo na saúde.

Há também o DNA11, uma versão brasileira influenciada pelo ARK Genomic Revolution ETF (BATS: ARKG), fundo de índice americano focado em inovações em medicina moderna, saúde, bioinformática e diagnóstico molecular, e o ETF SHOT11, que foca em empresas que estão em fase inicial de desenvolvimento de soluções disruptivas cross-sectors.

“Desde os primeiros ETFs fomos diversificando para oferecer alternativas para o investidor. Agora, com a estruturação dos ETFs temáticos, chegamos a 18 fundos de índices na B3 com uma ampla gama de alternativas para o investidor conhecer”, comenta Renato Eid, superintendente de Estratégias Betas & Investimentos da Itaú Asset.

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