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PROER investiu R$ 5,7 bi para sanear o Bamerindus

Recursos foram destinados para solucionar os problemas do banco, entre eles a transferência à Caixa Econômica Federal de uma carteira imobiliária no valor de R$ 2,5 bi

Evandro Fadel,

21 de março de 2012 | 19h41

CURITIBA - As operações que levaram à intervenção no Grupo Bamerindus no dia 27 de março de 1997 e o anúncio, no mesmo dia, de que os ativos tinham sido adquiridos pelo HSBC, envolveram R$ 5,7 bilhões à época, recursos oriundos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Os recursos foram destinados para solucionar os problemas do banco, entre eles a transferência à Caixa Econômica Federal de uma carteira imobiliária no valor de R$ 2,5 bilhões.

Pelas informações da época, o HSBC pagou R$ 400 milhões para ficar com o banco e aplicou R$ 600 milhões em capitalização. O valor foi muito criticado pelo então senador José Eduardo Andrade Vieira, que era o controlador do Bamerindus e também teve os bens colocados em indisponibilidade, mas volta a poder usufruir deles após o acordo de ontem (21). Na intervenção, o banco possuía 1.251 agências, incluindo três no exterior (Caiman, Nova York e Luxemburgo), 2,6 milhões de correntistas e 23 mil funcionários.

O banco nasceu em 1951, quando Avelino Antônio Vieira, que era diretor do Banco Comercial do Paraná, assumiu o controle do Banco Meridional de Produção, passando a chamá-lo de Banco Mercantil e Industrial do Paraná. Vinte anos depois, a sigla Bamerindus imperou e passou a ser a denominação oficial da instituição, que foi uma das maiores do setor entre as décadas de 1970 e 1980, mas acabou sucumbindo no final dos anos 90.

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