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Professor da FGV vislumbra cenário positivo no setor de energia

Mais importante do que o valor da redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor em 2005, o resultado do leilão de energia elétrica embute uma mudança na lógica da regulação do setor. A afirmação foi feita pelo professor da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José César Castanhar, durante entrevista ao programa Conta Corrente, da "Globo News". "Quando foi feita a privatização, os lances eram definidos em função de quem desse o maior ágio, o que significava que isso seria repassado para o consumidor, levando ao aumento da energia", lembrou Castanhar. "Quer dizer, ainda que a economia não seja aquela prevista, o fato de haver alguma economia, interrompendo essa trajetória de aumento contínuo, já é positivo. E, principalmente, acho que é uma mudança importante em termos da própria filosofia da regulação do setor."O professor da FGV está otimista quanto às possibilidades de crescimento do Brasil no próximo ano e antecipa que o setor externo deverá continuar impulsionando a economia brasileira a partir de janeiro. Além disso, Castanhar citou o dinamismo dos pólos produtivos do interior do País, com efeitos positivos se alastrando pelo restante da economia. "Embora eu acredite que possa haver alguns ajustes, a minha avaliação é otimista. Eu acho que o País tem ímpeto para continuar nessa trajetória de crescimento", opinou. Castanhar frisou que a base do crescimento se deu nos setores mais dinâmicos da economia brasileira, o que não deverá se alterar significativamente no próximo ano. "Eu acho que vai ser mantido esse ímpeto e permitir que esses investimentos ampliem e impulsionem ainda mais o crescimento no médio prazo." Pelo fato de ter exportações mais diversificadas entre os países emergentes, Castanhar prevê que o Brasil deverá manter a competitividade, no próximo ano, apesar da valorização do real frente ao dólar e do euro em relação à moeda americana. "Eu acho que esse movimento de valorização do euro dá um fôlego adicional para as exportações brasileiras", acredita o professor da FGV. Ele disse ainda que o Brasil, além de apresentar uma diversificação significativa na pauta de exportações, também possui uma ampla base de exportadores. "Eu acho que as exportações permanecerão vigorosas, passando dos US$ 110 bilhões, embora as importações também devam aumentar", previu para 2005. E arrematou: "Acredito que o saldo (comercial) pode até ficar abaixo dos 30 bilhões (de dólares), mas não muito abaixo."

Agencia Estado,

10 de dezembro de 2004 | 05h43

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