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Profissional para além dos grandes eventos

Com muitas oportunidades, setor de hotelaria e gastronomia ganha mercado e exige profissional qualificado

EDILAINE FELIX, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2013 | 02h23

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) estima que o mercado doméstico de turismo seja formado por mais de 35 milhões de pessoas. Um cenário - para ficar no jargão do setor - paradisíaco, tanto do ponto de vista das oportunidades de negócios quanto da criação de empregos. Um "cartão postal" que deve ficar ainda mais atraente em razão dos eventos esportivos previstos para ocorrerem no Brasil em 2014 e 2016 - Copa do Mundo de Futebol e Olimpíada.

Um quadro que atrai muitos interessados numa carreira no setor. A diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi, Elizabeth Wada, destaca a importância dos eventos esportivos que chegam ao País e ressalta a necessidade de pessoal competente e experiente. "Não são atividades para calouros, requer gente especializada."

Chefe de recepção do Transamérica Executive 21st Century, Tallita Eugenio e Silva, de 29 anos, sabe que é preciso continuar estudando para aproveitar todas as oportunidades que a área pode proporcionar. Admiradora do setor, ela entrou na faculdade de hotelaria em 2006, mas também já fez cursos de eventos, de técnicas de liderança e de recrutamento e seleção. Tallita lembra que também é essencial ter fluência em pelo menos um segundo idioma. Conta que fala inglês, "se vira bem" no espanhol.

Ainda na faculdade, fez estágio na cozinha de um hotel. Desde então, trabalhou em diferentes setores do segmento: bar, administrativo, eventos até chegar à recepção. "Eu adoro essa falta de rotina, nenhum dia é igual ao outro."

Luis Ricardo Rossi, de 34 anos, começou no setor aos 19, trabalhando na recepção de um pequeno flat em São Paulo. Na época, o hoje gerente geral do Novotel Jaraguá cursava administração com ênfase em hotelaria na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). "Passei por muitos hotéis de São Paulo, dos pequenos ao internacionais. Trabalhei como assistente de garçom, na mordomia, governança até chegar ao cargo de gerência", relembra.

Fluente em inglês, espanhol e francês, Rossi continua se especializando: fez MBA em gestão e curso de gerenciamento hoteleiro na França. Agora, acredita estar colhendo os frutos de todo trabalho desenvolvido.

"Hoje, sou responsável por um hotel de 415 apartamentos e que tem 230 colaboradores". Ele conta que, em razão d a grande vinda de estrangeiros ao Brasil devido aos eventos internacionais, a rede tem oferecido um professor de inglês para os colaboradores. "Falar inglês é fundamental", ressalta.

Rossi quer aproveitar toda a bagagem para tornar realidade seus sonhos no setor: tocar a abertura de um novo hotel, gerenciar uma unidade fora do País ou ter um cargo administrativo. "Minha paixão na área de serviços é por hotel. Eu construí minha carreira nesse setor e quero continuar nele."

Servir. Quem trabalha em hotelaria diz que são múltiplas as possibilidades de atuação. Mas os profissionais alertam: prazer em servir é atributo essencial para a profissão.

Juliana Longo, de 25 anos, é da área de mordomia do hotel Emiliano, responsável por receber os hóspedes e apresentar o hotel. Além de ser um mercado promissor, ela diz que sempre viu a hotelaria como um ramo que oferece a oportunidade de trabalhar em qualquer lugar do mundo e de conhecer culturas diferentes. "É o que mais gosto na hotelaria, o contato com as pessoas. É apaixonante receber um hóspede, somos reconhecidos por isso, e é gratificante."

Juliana acredita que, na hotelaria, assim como a formação, a experiência conta muito: "Lidamos com pessoas diariamente e isso não se aprende em uma universidade", reforça. Mas, ela lembra que, como em todas as outras profissões, o setor hoteleiro também tem sua história e suas técnicas que precisam ser aprendidas. "Não basta atender o hóspede, é necessário ter conhecimento da área e falar outros idiomas."

Surpresa. Sócio-diretor do hotel Emiliano, Gustavo Filgueiras acredita que a atitude faz o profissional se sobressair na carreira. "Surpreender o cliente, identificá-lo pelo nome, ser atencioso e ter iniciativa são fundamentais para atuar no Emiliano."

Como falar inglês é relevante para quem atua no ramo, o hotel, localizado nos Jardins, tem parcerias e consegue subsidiar de 80% a 90% do valor do curso para os funcionários.

Em relação ao curso superior, Filgueiras deixa claro que não se prende muito a isso: "Não é pré-requisito, mas o profissional sabe o quanto a graduação será importante para ele assumir cargos mais altos dentro do hotel".

Ele enfatiza que o trabalhador tem de estar preparado para encantar o cliente. "Ter atitude e fazer o extraordinário, sempre", afirma.

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