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'Profissional tem uma gama de oportunidades'

Segundo o coordenador do curso de tecnologia em eletrotécnica industrial da Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte (MG), Leandro Freitas (foto abaixo), o curso foi reconhecido pelo MEC em 2012. "Agora, a profissão está passando pelo processo de regulamentação, proposto pelo Projeto de Lei 2245/2007, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e deve seguir para o Senado."

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2013 | 02h07

Freitas diz que, em países da Europa e nos Estados Unidos, os tecnólogos ocupam grande fatia do mercado de trabalho. "No Brasil, há uma tendência de crescimento." Ele afirma que o formato do curso atende alunos que trabalham o dia todo e buscam uma qualificação profissional à noite.

Aos 31 anos, o aluno de tecnologia em eletrotécnica industrial da Anhanguera Hélio Junio Pereira Freitas se encaixa nesse perfil. Quando iniciou o curso, ele era promotor de vendas em uma distribuidora de materiais elétricos.

Há sete meses, por conta dos estudos, conseguiu emprego em uma multinacional alemã que fornece produtos de controle e automação direcionados à segurança industrial.

Cursando o quinto semestre, Freitas ocupa atualmente o cargo de técnico comercial. "Presto assessoria às indústrias e indico soluções de segurança para máquinas e equipamentos, conforme determina a norma regulamentadora NR12", conta.

O coordenador do curso afirma que a formação habilita o profissional a produzir e a aplicar seus conhecimentos no gerenciamento de processos de sistemas eletroeletrônicos e na comercialização desses produtos. "Depois de formados, esses tecnólogos podem atuar em indústrias dos mais diversos setores, empresas de consultoria e em projetos de sistemas de potência, acionamentos elétricos e instrumentação industrial."

Freitas afirma que a falta de mão de obra qualificada é uma realidade no País. "O profissional de eletrotécnica industrial tem uma gama de oportunidades no mercado de trabalho. O crescimento da economia e a estruturação do País também apontam cenários futuros bastante otimistas."

Lidar com processos de controle e automação é o que mais atrai Pereira Freitas. "Gosto, por exemplo, de estudar os equipamentos e gerar soluções para proteger os operadores, por meio do desenvolvimento de sistemas que mantém comunicação com o equipamento. Assim, eles podem trabalhar de forma segura."

O aluno diz que no ano passado seu projeto de iniciação científica ficou entre os três melhores do Brasil no 12º Congresso Nacional de Iniciação Científica, na categoria Engenharias e Tecnologias. "Desenvolvi um sinalizador inteligente para auxiliar na prevenção e no tratamento de úlceras de pressão, que são feridas que surgem no corpo de pacientes que ficam acamados por longos períodos, devido ao contato do corpo com o leito."

Os sensores são colocados ao redor do paciente e enviam sinais para a sala de enfermagem quando é hora de mudar o paciente de posição, conforme programação prévia, ou quando a fralda deve ser trocada.

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