Profissões: a escolha começa no vestibular

A entrada da primavera coincide com a época de inscrição nos vestibulares, o que para muitos jovens significa escolher uma carreira universitária. Embora seja um grande desafio, o vestibular é apenas o começo de uma série de opções e conquistas. Nas próximas matérias, abordaremos algumas tendências do mercado profissional atual. De toda maneira, para o jovem que entra na faculdade, não basta o diploma. Para conseguir o emprego e encaminhar sua carreira, muitos outros obstáculos devem ser superados. Para a Profa. Dra. Christina Larroudé de Paula, coordenadora de estágios e colocação profissional da Fundação Getúlio Vargas, são tantos candidatos a uma vaga nas melhores colocações, que alguns pré-requisitos são essenciais. Ela cita como essenciais para o recém-formado que busca uma vaga de primeira linha o domínio do inglês, da informática como usuário (em especial, dos programas do pacote Office, como Windows, Word, Excel e PowerPoint) e um bom estágio. Fazer uma faculdade de primeira linha é um primeiro passo. Segundo o coordenador de recursos humanos da BASF, Mario Falguieris, uma boa faculdade não é essencial, mas é um diferencial importante. A coordenadora do programa de trainee e MBA no Brasil do Citibank, Marli Manfrini concorda. Mas ressalta que o grande número de vagas permite exigir uma boa formação do candidato, em geral fornecida pelas instituições de maior prestígio. Falguieris ressalta a importância do domínio da Internet, não só no âmbito da profissão, mas como parte da vida. Ele destaca a importância de experiências no exterior, como cursos de língua, intercâmbios, estágios etc. Também ajuda saber uma terceira língua, além do inglês. Mas lembra que, mesmo na maioria das empresas alemãs, a terceira língua mais desejada é o espanhol. A coordenadora do Citibank, porém ressalta que o mais importante da experiência internacional não é ela em si, mas como o indivíduo é transformado por ela. Nesse aspecto, todos os especialistas concordam. Uma boa formação é essencial, mas o que se procura avaliar são as habilidades do candidato. Mesmo porque, segundo eles, a formação apenas começa na faculdade. O mais importante é que o recém-formado tenha curiosidade intelectual, iniciativa, capacidade de trabalho em equipe, controle emocional, habilidade na comunicação, capacidade analítica, foco na qualidade e resultados e flexibilidade, principalmente para aceitar idéias novas e aprender. Para a professora da FGV, não se chega a tudo isso ficando em casa ou só estudando. Por isso, é importante que o estudante procure vivências significativas, tanto pessoal, como profissionalmente. Para ela, há espaço no mercado de trabalho para todos aqueles que desenvolverem suas habilidades. A pergunta que o jovem deve se fazer, segundo ela, é: " O que posso fazer para me diferenciar, dentro do que eu posso, sei e gosto?". Além das possibilidades indicadas, ela destaca a participação no terceiro setor (ONGs, filantrópicas, voluntariado etc.), uma segunda faculdade ou cursos avulsos. O importante, diz Christina, é desenvolver seus talentos.

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