Programa de crescimento sairá mesmo no dia 22, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta terça-feira para o dia 22 de janeiro a divulgação do Programa de Aceleração Econômica (PAC). Segundo ele, não procedem rumores de que a divulgação do programa será adiada por conta da disputa da presidência da Câmara dos Deputados. Mantega disse que as medidas "caminham bem". O ministro confirmou que, após a reunião de Davos, fará um road show na Inglaterra, quando manterá contato com investidores estrangeiros para falar sobre a situação econômica brasileira e também sobre o PAC. Ele disse que passou o período de férias numa praia da Bahia para prestigiar o governador petista Jaques Wagner. Mantega terá uma reunião com o presidente Lula à tarde para continuar a discussão sobre o PAC.O lançamento pelo governo federal do programa, porém, parece não trazer grande otimismo à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Embora o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, tenha ressalvado nesta terça que primeiro aguardará o anúncio oficial e a apresentação das medidas para só depois detalhar análise, ele indicou que as propostas já noticiadas pouco animam o meio empresarial.Por isso, a Fiesp mantém hoje expectativa de um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 3% para este ano, provocado principalmente pela continuidade da valorização cambial e dos juros reais extremamente elevados, na avaliação da entidade."A agropecuária tem perspectivas melhores para este ano, com alguma recuperação de preços, e o setor de construção civil já começa ter bom comportamento. O cenário da indústria de transformação não se alterou, entretanto, sobretudo por causa do crescimento vigoroso das importações e bens intermediários e também de ´drawback´, o sistema de importação de insumos, beneficiamento no mercado interno e exportação de produto acabado", afirmou Francini. "O câmbio estável como está, em torno de R$ 2,15 por dólar, dá confiança para os fabricantes mudarem de fornecedores, com a importação de peças substituindo a produção local", acrescentou.

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