Programa de inclusão prevê informatização do campo

Levar a informatização ao campo, possibilitando a capacitação de produtores, trabalhadores e suas famílias é um dos objetivos do programa de Inclusão Digital Rural, lançado hoje pela Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A meta é atender 500 mil produtores e trabalhadores rurais em todas as regiões produtoras do País até o final de 2010.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 19h19

Para isso, serão instaladas, ainda neste ano, 500 salas de informática em sindicatos e escolas rurais em municípios que têm acesso à internet. "A informatização do campo é fundamental para que tenhamos comunicação direta com os nossos produtores", disse a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, para quem o ganho de eficiência na gestão da propriedade passa pelo maior acesso dos produtores e trabalhadores rurais às informações e à qualificação. "Eles precisam ter acesso às notícias, à qualificação, a cursos de gestão, de derivativos, precisam entender de legislação ambiental", disse.

Para começar o projeto de inclusão digital, foram hoje entregues 1.000 computadores que vão equipar 100 salas de informática inicialmente. Além disso, foi lançado o Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br), um portal na internet que dará acesso às informações fundamentais para a atividade rural, como previsão do tempo, cotação de preços das principais commodities agrícolas, notícias econômicas e outros serviços. "O canal do produtor vai oferecer informação com rapidez e ensino a distância. Com isso, vamos melhorar nossa atuação", explicou Kátia Abreu.

Os sindicatos rurais vão ensinar os produtores e trabalhadores rurais a acessar a internet e as salas ficarão à disposição para uso. Pelo Canal do Produtor, os trabalhadores do campo poderão fazer cursos, como o Empreendedor Rural, que passará a ser oferecido à distância, o que permitirá a capacitação de 10 mil produtores por mês, segundo Kátia Abreu. "Precisamos priorizar a eficiência na gestão das propriedades. A mesma eficiência que temos na produção precisa ser transferida para a gestão", destacou a presidente da CNA.

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