Programa prevê frota avançada que pode chegar a 160 aviões

ANÁLISE: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2014 | 02h01

Ao menos 15 aviões Gripen NG, e talvez mais que isso, como querem o Comando da Aeronáutica e a Embraer Defesa e Segurança (EDS), serão montados no Brasil em proporção crescente de participação da indústria. O lote completo soma 36 unidades. Oito delas, as de dois lugares, destinadas ao treinamento de pilotos - e ao cumprimento de certas missões que exigem a bordo um oficial artilheiro -, terão significativas cores e mãos da engenharia nacional: o modelo ainda não existe, será desenvolvido cm conjunto pela sueca Saab e pela brasileira Embraer, abrindo notáveis possibilidades de mercado. A EDS vai expandindo seu portfólio de aeronaves militares: produz o Super Tucano, a melhor aeronave de sua classe empregada no ataque leve ao solo e ao apoio aproximado de tropas, acaba de apresentar o KC-390, avançado cargueiro de múltiplo emprego, e mantém uma linha de jatos médios de coleta de dados de inteligência, sensoriamento remoto e alerta avançado.

O formato espartano da solenidade de assinatura do contrato principal de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 13,4 bilhões), um dia depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, despolitizou a negociação bilateral. Participaram do evento, nas instalações da Comissão Coordenadora do Programa da Aeronave de Combate (Copac), um anexo do Comando da Aeronáutica, apenas os profissionais diretamente envolvidos, como o presidente da Copac, brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, o brigadeiro Alvani Adão da Silva, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia, além, claro, dos executivos da Saab. Não estavam lá a presidente Dilma nem o ministro da Defesa, Celso Amorim, ou mesmo o comandante da Força, brigadeiro Juniti Saito. "É uma boa sinalização de que acabou a conversa; a hora é de pegar pesado no trabalho", disse ao 'Estado' um oficial ligado à aviação de caça.

O pacote atual é contemplado na FAB como o primeiro de uma série que pode cobrir mais 124 caças - nesse caso, necessariamente produzidos no Brasil. O plano é ter uma plataforma única de alta tecnologia que permita o uso "customizado", de acordo com as necessidades operacionais.

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