Programa será reforçado em eventual 2º mandato

Apesar dos tropeços e da modesta contribuição para a atividade econômica até agora, o Programa de Investimento em Logística (PIL) será reforçado num eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2014 | 02h04

Técnicos do governo trabalham na ampliação do programa e também na terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A ordem é "bombar" os investimentos. A base da estratégia é a constatação que o crescimento precisa de mais fontes a partir de 2015, além dos motores usados pelo atual governo: crédito, inclusão social e queda do desemprego.

Avalia-se na área econômica que a agenda macroeconômica exige um volume de investimentos maior. Por isso, a ordem é "destravar" os processos de concessão de ferrovias e portos e incluir outros projetos no PIL.

O problema é que nem todos os empreendimentos são de interesse do setor privado. Desde o ano passado, o governo trabalha na seleção de rodovias e ferrovias para conceder - uma espécie de "PIL 2". Mas, em rodovias, o processo está praticamente esgotado, segundo o Ministério dos Transportes. As obras de logística importantes que não se mostrarem atrativas para exploração pela iniciativa privada poderão ser incluídas no PAC 3, para serem executadas com recursos públicos.

Ferrovia. Na ampliação do PIL, deverão ser incluídos os empreendimentos que já se encontram em estudo pela iniciativa privada. É o caso, por exemplo, da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao porto fluvial de Miritituba (PA). Esse é o mesmo traçado de uma rodovia, que também é objeto de estudos das empresas para futura concessão.

A aposta do governo em mais concessões pode esbarrar no ceticismo do setor privado. "Antes do PIL 2, precisa terminar o PIL 1", disse um executivo. Para o governo, o pessimismo e a atitude cautelosa do empresariado são temporários. Eles apenas estariam em compasso de espera, aguardando as eleições.

O reforço nos investimentos em infraestrutura está nos planos também dos candidatos de oposição à Presidência. O tucano Aécio Neves tem prometido um "choque de investimentos". Já Eduardo Campos, do PSB, estabeleceu como meta elevar os investimentos em infraestrutura dos atuais 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 5%. / ADRIANA FERNANDES E L.A.O.

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